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RESENHA - ENDGAME (O CHAMADO)


Título: Endgame – O Chamado
                                        

Autores: James Frey & Nils J. Shelton


Editora: Intrínseca


Ano de publicação: 2014


Páginas: 504


ISBN: 9788580571868

Nota: 5/5


“Tudo, o tempo todo, cada palavra, nome, número, lugar, distância, cor, tempo, cada letra em cada página, tudo, sempre. É o que se diz e o que tem sido dito e o que será dito de novo. Tudo.”


Doze jovens entre 13 e 20 anos de doze linhagens de doze locais diferentes do mundo são treinados para matar desde o começo dos tempos assim que nascem preparando-se para O Chamado. Isso é o Endgame.



Os jovens que completam 21 anos deixam de ser elegíveis para o jogo e passam a vez para o próximo jovem da sua linhagem e assim sucessivamente. Mas no caso de Sarah Alopay, a Cahokiana, seu treinamento começou mais tarde porque seu irmão, Tate, que era o jogador de sua linhagem atual, ficou contundido e impossibilitado de participar do jogo (caso ele acontecesse). Mas que jogo? O que é o Endgame?
O Endgame é conhecido e esperado apenas pelos jogadores e suas linhagens. Os ancestrais de cada uma das doze linhagens aguardam O Chamado para proteger suas famílias e as pessoas que julgam ser dignos de serem salvas. O Endgame começará quando os humanos não conseguirem ser humanos e quando o planeta Terra for superpopulado. Pois bem, esse dia finalmente chegou!
Sarah Alopay é a garota mais inteligente da escola, tem uma vida comum, com um namorado comum e tem uma família comum. Isso para quem não conhece o Endgame, pois ela está sendo treinada para o grande dia e tem uma vida muito diferente das vidas dos seus amigos.
 Apesar de ser uma exímia jogadora, ela não crê que o dia do Endgame chegará. Está perto de ser ex-jogadora e está feliz por isso. Pretende entrar na faculdade e ter uma vida realmente comum, mas no dia de sua formatura do colégio suas atitudes não podem ser mais escolhidas, mas sim predestinadas.
Enquanto discursava para seus amigos, familiares e professores, um meteoro atinge a escola matando pessoas do seu convívio “comum”, inclusive seu irmão. Os que sobrevivem acreditam que se trata de uma fatalidade vinda do espaço, mas Sarah e sua família sabem que o jogo está para começar. Isso é o Endgame.
Em mais onze lugares do planeta, meteoros caem e ceifam mais vidas alertando os outros onze jogadores. Cada meteoro traz uma mensagem para os jogadores irem ao local do Chamado. Kepler 22b é quem recebe os doze jogadores numa pirâmide brilhante e os reúne para se apresentarem, cada um com suas armas e habilidades diferentes.
 Para vencer o Endgame é preciso encontrar três chaves: Chave da Terra, do Céu e do Sol. Kepler 22b deixa uma mensagem codificada na mente de cada um dos jogadores e os deixa ali para começarem com a diversão de sobreviver, matar, jogar, desvendar e vencer. Mas apenas um deles pode vencer. Isso é o Endgame.
Assim que Kepler 22b se vai, alguns jogadores já se preparam para a matança. Cada um com sua arma e habilidade se protege e ataca como sabem. Um jogador é explodido logo de cara.
O livro tem uma narrativa fácil, porém como acompanha a jornada dos doze jogadores é um pouco difícil decorar os nomes e suas linhagens, por isso só vou explorar um pouco mais a Sarah Alopay e Jago Tlaloc, os protagonistas do livro.
Eles se conhecem na viagem que os leva ao Chamado e acabam formando uma aliança e um sentimento que não poderia acontecer com os jogadores. Mas como não há regras no jogo, cada um cria seu Endgame.
Os dois conseguem pegar um objeto deixado por Kepler, mas não sabem o que significa, apenas sabem que vai levar a algum lugar. Chioko Takeda percebe que eles fizeram uma aliança e pegaram o objeto. Ela é a única que sabe o que aquilo significa e os segue para escolher a melhor hora para tomar o objeto que ela julga ser seu por direito. Isso é o Endgame.
Mais algumas alianças são feitas no decorrer do livro além da aliança de Sarah e Jago. Dúvidas e certezas levam os jogadores a vários pontos turísticos do mundo, o que é bem bacana pra nossa mente trabalhar a noção de espaço e não cair numa monotonia de cenários.  
Os autores deram uma personalidade e carisma para cada personagem que me fez torcer por todos, menos um, o mais jovem e mais sanguinário de todos, Baitsakhan. Desejei que alguém o matasse o livro inteiro, sério (mas só lendo pra saber se ele morreu ou não).
O que mais me impulsionou a ler esse livro foi o fato de existir um enigma para nós leitores tentar decifrar. E o prêmio é nada mais nada menos que 500 mil dólares para quem conseguir a façanha, mais de um milhão de reais.
Nem nos enigmas e códigos mais simples do Dan Brown eu consegui me dar muito bem, mas criei uma expectativa nesse. Porém, acho que já desisti, pois as pistas são dadas no livro inteiro e no fim dele existem links para acessar mais alguns dados de suporte. Para isso precisa de muita dedicação e tempo, creio eu.
De um modo geral, o livro me agradou bastante e foi daqueles que não dá pra parar de ler. E mais uma vez a agonia de esperar a sequência veio à tona. A boa notícia é que um longa-metragem está nos planos para o Endgame, além de um jogo de realidade alternativa com parceria com a Google.
O Endgame é o enigma da vida, a razão para a morte. Abrange a origem de todas as coisas e a solução para o fim de todas as coisas.
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