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JORNALISTA NANA QUEIROZ LANÇA LIVRO SOBRE A ROTINA DE PRESAS DO SISTEMA CARCERÁRIO FEMININO



Que Orange Is The New Black é uma série bacana baseada no livro “Orange Is the New Black: My Year in a Women's Prison” que conta a história real de Piper Kerman a maioria já sabe. Agora, esqueçam o humor que a série nos passa para amenizar o dia-a-dia sofrido que as detentas americanas vivem e entrem na realidade das detentas brasileiras.
         Inspirado em histórias de sete mulheres, além de Suzane Von Richtofen, “Presos que menstruam”, da jornalista Nana Queiroz, aborda questões delicadas como a maternidade e a homossexualidade, dentro dos presídios femininos.
As prisões não estão preparadas para receber essas mulheres. Faltam absorventes, acesso a exames preventivos, e até pré-natal elas têm dificuldades de fazer. Muitos bebês acabam nascendo no chão das penitenciárias", relata a ativista, que criou o movimento Não Mereço Ser Estuprada, no ano passado.



As dificuldades dentro dos presídios são tantas que muitas vezes as mulheres devem optar entre entregar as crianças para um parente ou dar para adoção, ainda no período de aleitamento materno, devido às más condições das celas. “Em alguns lugares a lei de 2009, que assegura às presas o período do aleitamento materno dentro dos presídios, não é cumprida, até mesmo por decisão da própria mãe”, conta a jornalista.
 Produtos de beleza, tão comuns para mulheres fora dos presídios, é artigo de luxo para quem está cumprindo pena. “Para driblar as restrições, as presas usam a criatividade. Em um presídio que visitei em Brasília, por exemplo, usavam pó de fósforo para fazer sombra para os olhos e caneta preta como delineador”, diz.
         Nana Queiroz conversou com detentas de cinco estados (São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal e Bahia), além de uma tribo indígena. A estratégia para se aproximar das presas foi entrar nas prisões como amiga das detentas, com a ajuda da família delas.
         Os relatos do livro ganharão às telas em breve. A escritora ganhou um edital de apoio à cultura e vai produzir uma obra de ficção com base nas histórias que ouviu. As gravações começam no ano que vem.


Fonte: O Dia
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