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RESENHA - CLUBE DA LUTA


Título: Clube da luta 
                                                      
Autor: Chuck Palahniuk
                                      
Editora: Leya

Ano de 1ª publicação: 1996

Páginas: 272

ISBN: 9788580444490

Nota: 04/05



“É tudo cópia de cópia de cópia de cópia...”

Violento, ousado, subversivo e ao mesmo tempo romântico. Esses são os principais adjetivos que tenho para qualificar esse livro.
Com uma vida comum às das outras pessoas, o principal personagem do livro se depara com o agonizante sentimento da monotonia e insatisfação consigo mesmo, o que o leva à insônia constante.

Para se sentir um pouco melhor e para poder dormir, o rapaz começa a frequentar grupos de autoajuda, daqueles do tipo dos alcoólicos anônimos. Esses grupos são formados por pessoas com diversos tipos de doenças, como o câncer nos testículos por exemplo. Lá ele apenas ouve relatos dos seus colegas e não diz uma só palavra, apenas chora.
Quando parece que ele está realizado participando dessas reuniões, surge Marla. Uma garota que frequenta os mesmos grupos, porém, também não está doente assim como o nosso protagonista.
Ao perceber que ela faz o mesmo que ele, a insônia volta a tomar conta da vida desse excêntrico personagem quando enfim, conhece Tyler, um cara impetuoso que logo o cativa com suas ideologias radicais sobre o sistema capitalista que está ao nosso redor.
Logo que se conhecem, a amizade parece ser a única coisa predestinada na vida do nosso narrador (sim, o livro todo é uma narração em 1ª pessoa pelo principal personagem). Depois de ficarem bêbados no primeiro encontro, os dois criam o tão aclamado Cube da luta. Esse diferente clube ganha notoriedade pelo país e toma conta de nosso narrador consequentemente. Sua insônia não é mais um problema, e seu emprego como gerente de campanha de recall em uma empresa automotiva não o incomoda tanto quanto antes, pois depois de algumas lutas, seu chefe é afrontado diariamente.
O Clube da luta foi um libertador e abridor de portas para nosso protagonista, porém trouxe sérias consequências em sua vida. Perdas e ganhos são fatores inevitáveis quando lançamos mão de tudo que conhecemos e vivenciamos novas experiências para descobrir novos horizontes, mas nosso narrador lançou mão de algo que não poderia: sua sanidade.
Um livro bastante bom apesar de niilista em algumas partes. O autor soube utilizar bem as mudanças psicológicas que pessoas podem ter no decorrer da vida, tanto quanto soube criticar o sistema midiático e capitalista que bate na nossa cara diariamente.
Para sentir a adrenalina e a agressividade que o livro possui, recomendo a leitura ao som de Hatebreed, pois suas letras combinam com a válvula de escape que procuramos muitas vezes no dia-a-dia.
Em 1999 foi lançado o filme baseado no livro que foi protagonizado por Edward Norton e Brad Pitt. Em minha opinião, foi o filme mais fiel que já fizeram de todas as adaptações. Vale lembrar que não assisti tantas outras, pois tenho o preconceito que a obra será violada, mas esse filme me fez mudar e vou procurar mais adaptações que podem dar certo.

Confiram o trailer do filme: 




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