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Resenha Liberta-me

Título: Liberta-me

Autor: Tahere Mafi

Editora: Novo Conceito

Ano de publicação: 2013

Páginas: 444

ISBN: 9788581632353


Nota: 04/05





Após a fuga do O Restabelecimento, Juliette está no Ponto Ômega junto com Adam, Kenji e James. Finalmente ela se da conta de que não é a única que tem poderes sobrenaturais. Castle é o líder do local e está disposto a ajudar Juliette a entender e a descobrir seu poder e fazer com que ela consiga controlá-lo. Mas, como tudo não são flores, infelizmente seu amor por Adam enfrenta um impedimento que, se ambos não aprenderem a se controlar uma tragédia pode acontecer.

O problema é que em momento nenhum, ela parece estar interessada em aprender as coisas, a entender o que está acontecendo. Ela só pensa em si mesma, em seus sentimentos, em seu passado, nos seus problemas, nas suas dúvidas. Todo esse egoísmo, fez com que a história ficasse chata. A personagem não faz nada para ajudar a evitar que as tragédias aconteçam, mesmo sabendo com antecedência das intenções do inimigo. A personagem poderia ter sido incrível neste livro, mas, foi ao contrário ficou parecendo extremamente egoísta e um pouco pirada.

O livro é cheio de metáforas e muitas vezes as comparações são um pouco exageradas e repetidas “Quase morro por saber que tenho de reerguer os muros que tinha demolido, tão descuidada, no momento em que ele voltou para minha vida”. Como o livro é pelo ponto de vista de Juliette, os capítulos eram uma descrição dos sentimentos dela, tanto por Adam como por Warner.

O pai de Warner, o supremo do O Restabelecimento está no setor 45 e fazendo de tudo para encontrar Juliette e os outros, para acabar com a confusão que eles fizeram o setor 45 virar. Para que as buscas fossem mais efetivas, colocou seu próprio filho para fazer as buscas junto com seus soldados.

O pior acontece e quatro pessoas do Ponto Ômega acabam sendo sequestradas. Para resolver isso, o supremo quer se encontrar com Juliette para acertar suas contas. Juliette aceita e vai ao encontro do supremo. Todo um esquema foi armado para que ela conseguisse sair de lá em segurança, pois o encontro foi marcado em uma casa em na região não regulamentada (locais onde as pessoas viviam antigamente e foram abandonados e todos foram levados para os aglomerados criados pelo Restabelecimento).

Tudo da certo e além de conseguir fugir, Warner é levado como refém. Isso seria perfeito para descobrir todas as fraquezas da base, onde estão os outros reféns e entre outras coisas, porém, a pessoa que fica encarregada de arrancar essas informações, não sabe separar seus sentimentos de uma situação séria que é essa que eles estão vivendo. Juliette mais uma vez entra em ação e consegue estragar tudo. Enquanto todos estão se esforçando e preparando-se para lutar, ela não parece estar nada preocupada com isso, como se tudo fosse uma simples brincadeira. Ela poderia ter evitado o pior, mas, preferiu guardar tudo para si mesma e deixar todos em perigo.

Fiquei um pouco decepcionada com o que acontece neste segundo livro, eu esperava muito mais da personagem. Minha esperança é que o próximo acabe com essa impressão ruim que ficou.

Confira a resenha do Livro 1 Estilhaça-me
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