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Resenha Laranja Mecânica

Título: Laranja Mecânica

Autor: Anthony Burgess

Editora: Aleph

Ano de publicação: 1962

Páginas: 224

ISBN: 9788576570035

Nota: 05/05



Como descrever um clássico literário tão bom que ganhou as telonas no ano de 1971 e faz sucesso até hoje. Laranja Mecânica  ( A Clockwork Orange) foi escrito por Anthony Burgess em 1962, afim de causar um estranhamento no leitor logo nas primeiras páginas do livro. Na versão traduzida para o português, temos a sorte de vir com um vocabulário com as traduções adaptadas para a nossa língua. A versão original do livro, não vem com vocabulário algum. A intenção do autor é de causar grande impacto para quem lê seu livro e se depara com a linguagem Nadsat dos personagens.

A história é contada pelo ponto de vista de Alex e seu druguis (amigos) Tosko, Pete e Georgi. As gírias usadas por eles podem, em certo momento, dar um nó na sua cabeça mesmo se você decidir ir lendo o livro e olhando o vocabulário ao mesmo tempo.
A linguagem Nadsat é baseada na língua russa e no coockney, linguajar da classe operária britânica. A inspiração do autor para criar o Nadsat, surgiu com as gírias dos Mods e dos Rockers, duas tribos urbanas rivais na época.

Alex e seus druguis formam uma gangue que saem assaltando, estuprando e espancando quem quer que seja. O que acontece certa noite, para Alex é algo normal, por que todas as noites para ele são para fazer maldades com quem quer que seja, mas que vai influencia na sua vida em certo momento. Ao roubarem um carro, os quatro druguis vão para fora da cidade e chegam até uma casa que tem escrito do lado de fora Home. Como eles têm costume de fazer, Alex vai até a porta da casa e pede ajuda para a dona da casa que abre a porta e todos eles entram e fazem tudo o que querem tanto com a mulher como com seu marido.

O maior problema é que, Alex acha que seus companheiros devem respeito a ele, por acreditar ser o líder da gangue. Nesta mesma noite após se desentender com Tosko, Alex vai para casa achando que está com a razão e que no final das contas eles vão aceitar o que ele está impondo. No dia seguinte após dormir e fingir uma dor de cabeça para não ir à escola, Alex decide ir até a sua loja preferida de discos. Uma grande qualidade do personagem é seu bom gosto para música clássica, o que segundo ele o faz se sentir bem. La ele conhece duas ptistas e as levas para sua casa afirmando que vai mostrar a elas seus discos.

Mais tarde no mesmo dia, ele encontra seus amigos que acharam que ele tinha ficado chateado pelo dia anterior. Alex mostra-se indiferente a isso, mas fica intrigado com as novas ideias que seus druguis estão tendo: assaltos com maiores rendimentos e que Alex aprenda a tratar eles com igualdade sem se achar superior a eles.
Pois bem, o que ele não imaginava é que seus druguis iam abandona-lo a própria sorte para ser pego pelos miliquinhas (policiais).

Desse momento em diante a vida de Alex vira do avesso, ele não se conforma em ter sido traído pelos seus druguis e quer muito vingar-se deles.
A fim de testar um tratamento de personalidade, Alex é escolhido para o Tratamento Ludovico, uma terapia experimental que fará segundo os médicos, Alex ter aversão a qualquer tipo violência.


O final não poderia ter sido melhor. Parece que depois de tanto sofrer, Alex aprende a lição, ou pelo menos parece ter aprendido.  É uma leitura de impacto, você vai ficar impressionado com a qualidade da escrita do autor, que sinceramente, deu um presente para todos nós com uma estória tão boa assim.
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