Resenha: O sol é para todos Resenha: Em algum lugar nas estrelas Resenha: Laços

RESENHA - TRILOGIA DOS ESPINHOS #3


Título: Emperor of Thorns 
                                                      
Autor: Mark Lawrence
                                      
Editora: DarkSide®

Ano de publicação: 2014

Páginas: 528

ISBN: 9788566636352

Nota: 05/05



“Quando você é comprometido com a violência, é preciso um esforço sobre-humano para parar a tempo. É uma daquelas coisas que, depois de começadas precisam ser terminadas; assim como é o coito, interromper é um pecado, até os padres dizem isso.”

E é aqui que essa trilogia completamente emblemática termina. Tenho que dizer que foi uma experiência e tanto ler essa saga sangrenta que está entre meus livros favoritos.
Emperor of Thorns nos mostra que Jorg Ancrath não sente mais aquela sede por vingança que havia em Prince of Thorns e não está tão egoísta quanto em King of Thorns. Pelo contrário, ele agora está mais maduro do que no segundo livro e um pouco emotivo, eu disse um pouco, pois ele mantém sua principal característica, a fome pela morte de terceiros.

Pois bem, por que raios Jorg Ancrath, Rei das Terras Altas de Renar, temido por muitos e caçado pelo Rei Morto ficou aparentemente de coração mole? Eu respondo: como um Rei precisa de uma Rainha para manter as aparências, ele também casou e agora está prestes a ter um filho para criar e vê-lo crescer num mundo onde a guerra pelo poder compromete seu futuro.
Jorg viaja muito mais do que nos outros livros por terras desconhecidas e esquecidas, e como ele mesmo diz, é um explorador. Um explorador que está à procura de respostas e alianças para conquistar seu objetivo atual: ser Imperador, é claro. Como nos outros volumes da saga, Jorg deixa seu rastro por onde passa. Ou será lembrado pela sua prepotência ou pela violência.

Como de costume, a história é tomada entre o presente e passado, mas dessa vez conhecemos um pouco da história de Chella, irmã do necromante morto por Jorg e que teve seu coração degustado pelo Rei dos Espinhos. Chella, que também é necromante, mas não com a mesma intensidade de poder que tinha antes de ser derrotada por Jorg, é enviada pelo Rei Morto para continuar em sua missão que é caçar nosso querido anti-herói.
Entre o passado e o presente é possível entender com mais clareza como o cenário que a história se passa acabou se tornando o que é. Esse cenário de desolação é o que o Rei Morto pretende manter, e fará de tudo para afastar Jorg de seu objetivo.
A época atual é de votação para eleger o Imperador e todos os reis almejam esse cargo, mas Jorg tem a certeza de que somente ele pode chegar ao Império para impedir o Rei Morto e prosperar uma vida melhor para a Centena. Com isso em mente, ele vai tentar convencer os demais reis por bem ou por mal a aceitá-lo como o futuro Imperador.
Se tratando de Jorg, não podemos esperar nada de bom em seu coração, mas como ser pai deve ser algo inovador, ele acaba se confrontando consigo mesmo e seus sentimentos, e assim temos um Rei disposto a tudo para protegê-lo.

Não sou adepto a spoilers, mas uma cena eu preciso compartilhar. Em dado momento, Jorg luta com um bastão de pau-santo, que suponho, seja um nunchaku. O cara é tão maluco que chama seus inimigos pra briga no estilo Bruce Lee, contraindo os dedos com aquela mãozinha famosa e conhecida por muitos. Fiquei imaginando o quanto cômico seria se isso fosse filmado.
Particularmente, foi de longe o livro mais difícil de ler dessa saga e continuo com o Prince of Thorns como meu preferido, mas o desfecho da história me agradou bastante por não manter um padrão utilizado por muitos autores. Mark Lawrence foi ousado por nos dar um final desse em sua primeira trilogia, mas como ousadias são bem vistas por mim, posso ser suspeito em afirmar isso.

No fim do livro existe um adendo onde ele explica um pouco sobre o final que escolheu dar à história. Nos agradecimentos, nós brasileiros recebemos uma mensagem especial de carinho pela aceitação do seu trabalho. Já fico imaginando se ele não vai querer retribuir esse carinho vindo à bienal do ano que vem em SP. Seria f**a!
Enfim, Mark Lawrence nos presenteia com mais um livro escrito magistralmente e já nos faz olhar para a Rainha Vermelha, que está em sua próxima trilogia (Prince of Fools). Como me tornei fã desse autor, vou ler tudo que sair de suas mãos, sem dúvida, e espero que haja um Crossover, mesmo que sutil, na próxima aventura.

Para fechar em alto e bom som, a música não poderia ser outra senão essa barulheira do Fear Factory, que está em perfeita harmonia com todos os livros, mas ainda mais com esse último.

Show us how to suffer and lead us to death!!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...