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RESENHA - A BATALHA DO APOCALIPSE (DA QUEDA DOS ANJOS AO CREPÚSCULO DO MUNDO)


Título: A Batalha do Apocalipse – Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo 
                                                      
Autor: Eduardo Spohr
                                      
Editora: Verus

Ano de publicação: 2007

Páginas: 588

ISBN: 9788576860761

Nota: 05/05



“A certeza não existe, nem a perfeita verdade. Mas sempre nos resta a fé, que nos faz confiar no impossível.”

O que seria do mundo se os Arcanjos criados por Deus decidissem tomar o lugar do Altíssimo e conspirar para que Ele não reine eternamente após seu descanso do sétimo dia? É essa a premissa da história onde os mais poderosos seres criados por Deus batalham pelo poder e pela glória a qualquer custo, e principalmente, pela execução da humanidade.
Deus formou o Universo, as estrelas, a luz, os céus, mas a criação pela qual Ele tem mais orgulho e amor é a humanidade. E esse amor incondicional culminou no ciúme de seus Arcanjos. Miguel, o Príncipe dos Anjos, deu inicio a diversas calamidades para o seu propósito: o extermínio dos homens.  

A soberania dos Arcanjos sobre as demais castas angélicas proporcionou a Miguel o poder para que ele ordenasse os anjos inferiores a obedecê-lo em seu plano. Diante da submissão, os Ishim, casta angélica que controla as forças da natureza, arquitetaram a destruição da Terra com o derretimento das calotas polares, o que levou ao grande e famoso dilúvio. Porém, o que Miguel não esperava era que os mortais resistissem à catástrofe.
Diversos anjos contrários à decisão de Miguel se revoltaram e rebelaram-se contra o Príncipe dos Anjos. Entretanto, outro Arcanjo era conhecedor dessa rebeldia e reportou os planos revolucionários a Miguel. Seu nome? Lúcifer, a Estrela da Manhã.
Traídos pelo Arcanjo Sombrio os anjos rebeldes foram atirados e condenados a viver no mundo dos homens, a Haled, como chamam nosso plano físico. Dominado pela sede de ascender acima de Deus, Lúcifer incitou sua própria rebeldia contra seu irmão Miguel e os dois tiveram sua batalha. Ao perder a batalha para seu irmão, Lúcifer foi lançado ao Sheol, o inferno como conhecemos, junto com seus seguidores macabros e lá reina e arquiteta sua nova empreitada para continuar com o plano de ser Deus do mundo.
A Roda do Tempo está perto de chegar ao seu giro final e o mundo conhecerá o Apocalipse, o dia que marca o despertar de Deus, onde Ele dará as justas sentenças a cada ato declarado por homens e anjos.

Ablon, um dos Generais rebeldes que foi traído pelo Arcanjo Sombrio, vaga pela Terra desde a sua investida contra Miguel. Ablon é um Querubim e sua casta é conhecida pelas suas características guerreiras. O que nos dá prova disso é que, apesar de ter passado milhares de gerações, nosso protagonista continua vivo e cada vez mais pronto para a batalha final.
         Os querubins rebeldes foram caçados por anjos enviados por Miguel e todos sucumbiram aos ataques, menos Ablon, que permanece firme. Ele carrega a Vingadora Sagrada. A espada não vive sem o querubim, e o querubim não vive sem sua espada.
         Nosso renegado enfrentou anjos, reis, exércitos, seres místicos, demônios e tudo o que se pode imaginar durante sua estadia na Terra, que dura milhares de anos. Presenciou fatos históricos como a queda de Babel, a extinção de Atlântida, a devastação de Sodoma e Gomorra, o nascimento e morte de Cristo, a queda de Constantinopla. Em todos os marcos da história do mundo ele teve sua participação, sendo direta ou indireta, lutando e quase sendo derrotado por vezes.
         Suas andanças o levou a conhecer a Feiticeira de   En-Dor, Shamira. Por ser uma poderosa feiticeira necromante, suas habilidades foram aprimoradas e ela conseguiu se elevar à quase imortalidade, mantendo-se jovem por milhares de anos e impulsionada a viver ao lado de Ablon quando o mundo conhecer a paz novamente. Pelo menos é nisso que ela acredita.
         Shamira e Ablon iniciam uma bela amizade onde um salva o outro por diversas vezes mesmo quando ficam centenas de anos sem se ver, fato que os aproxima mais a cada encontro.
         Com a aproximação do Armagedon, Ablon sente que o planeta e a humanidade estão com seus dias contados e ainda carrega a esperança de poder lutar para que isso não aconteça, pois no decorrer da sua existência na Terra ele conheceu o amor dos mortais, uma dádiva que nem os mais poderosos anjos podem provar. Ablon e Shamira serão capazes de enfrentar os Arcanjos de Deus e proteger a humanidade de mais uma extinção? O amor que eles esperam viver prosperará?
O despertar de Deus colocará todos os anjos frente à frente novamente em uma batalha sangrenta que provará que o destino não está escrito. Alianças serão feitas e as escolhas selarão o fim dos que ficaram do lado errado.  
        
         Há tempos eu aguardava para reler esse livro que é sensacional. Com o lançamento do último livro da trilogia “Filhos do Éden", tive o maior prazer em relembrar as aventuras de Ablon e Shamira para dar início na trilogia novamente. Spohr nos deixa tão ligados aos personagens que é muito fácil se ver na posição de cada um deles no decorrer do livro. São batalhas que fazem a mente imaginar um cenário deslumbrante e sangrento. A última batalha, então... O que é aquilo?? Um show à parte nas últimas páginas.
         Uma característica do autor, que particularmente curto bastante, é seu conhecimento e gosto pela história mundial. Ele consegue colher fatos e narrá-los em suas histórias de forma única e dinâmica, sem a monotonia enfadonha de muitos historiadores, até porque dentro destes fatos, existe a ficção fantástica que se mistura para nos levar a lugares jamais explorados.
         Leitura essencial para quem gosta de fantasia, isso é fato. Mais um produto nacional que não fica nem um pouco longe da qualidade de grandes livros internacionais já consagrados, muito pelo contrário. É tão bom que já foi traduzido para várias línguas.


         Dessa vez a banda que leva mais emoção à leitura é Amaranthe. Ouvindo essa banda sueca é possível dar faces ao casal protagonista. Shamira com sua ternura e beleza transforma-se na vocalista Elize Ryd de voz marcante e suave, e Ablon com sua corpulência de traços nórdicos pode ser representado por Henrik Englund e seus vocais guturais.
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