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RESENHA - BONECO DE NEVE




Título: Boneco de Neve  
                                           
Autor: Jo NesbØ
                              
Editora: Record

Ano da 1ª publicação: 2007

Páginas: 420

ISBN: 9788501094803

Nota: 05/05


Todos temos transtornos de personalidade. E são justamente nossos atos que definem até que ponto somos doentes. É o que chamamos de igualdade perante a lei, mas isso é totalmente sem sentido, já que ninguém é igual.”

Harry Hole é o inspetor de polícia de Oslo, capital da Noruega, que possui como sua maior personalidade a luta contra o alcoolismo. A Noruega é um país onde não é frequente ocorrerem casos de assassinatos em série, porém desta vez a história mudou. Anos atrás, Harry investigou um caso de um serial killer na Austrália, o que o torna no mais provável a solucionar o caso desse novo serial, o Boneco de Neve.


Na primeira neve do ano, um boneco de neve é deixado no quintal das vítimas sinalizando que ali uma mulher vai desaparecer, o que deixa a polícia encafifada com essa peculiaridade de aparência inocente, porém sombria.
A história é centralizada no desaparecimento de duas mulheres. Uma some sem deixar vestígios e a outra tem apenas a cabeça encontrada em cima de um boneco de neve. A partir daí, Harry Hole e sua nova parceira Katrine, perseguem o assassino baseados em semelhanças entre os dois casos, o que desencadeia algo muito maior do que eles imaginavam e que os leva a desenterrar curiosos e macabros elementos ligados ao serial killer.
Harry e Katrine aparentemente se dão bem trabalhando juntos, o que os fazem ir mais a fundo no passado para descobrir novos dados e solucionar o caso do Boneco de Neve, assim pensa Harry. Explicações são dadas como certas, mas Harry tem sua credibilidade afetada com o apontamento de novas descobertas.
Novas pistas são encontradas no decorrer da perseguição e conseguimos pensar em como o ser humano pode estar a mercê de criar uma verdade para si achando que jamais possa existir uma mentira dentro dessa convicção.

Jo NesbØ criou uma trama muito bem estruturada para ligar os fatos do passado com os novos assassinatos, nos dando asas à imaginação para tentar desvendar o assassino ao virar de cada página. Entretanto, o autor gosta de nos fazer pensar uma coisa, e na sequência mostrar que não é nada daquilo que parece (adoro isso). Um thriller policial com ares de suspense totalmente excelente para quem curte o gênero, assim como eu.
O livro inteiro é muito estimulante, mas os últimos capítulos são de tirar o fôlego, literalmente. São aquelas páginas que você lê totalmente mergulhado, e se alguém estiver morrendo do seu lado nem dá pra perceber de tão preso que fica.
A única coisa que atrapalha um pouco a leitura são os nomes difíceis de decorar pelo fato de serem nomes nórdicos, mas isso não afeta em nada na desenvoltura do livro. Um detalhe, que no meu caso em particular, deixou a imaginação trabalhar um pouco menos, foi que a história acontece na Noruega, e como não tenho referências como filmes, séries ou outra coisa qualquer para imaginar as cidades citadas no livro, imaginei apenas neve. Mas isso também não interfere na qualidade da narrativa nem um pouco, é só um detalhe individual.

A banda da ocasião é mais uma vez da Suécia (país bom pra ter banda hein) e chama-se Avatar. Como o clima da história é totalmente gelado, a banda é perfeita por ter seus traços nórdicos e agressivos que nos faz viajar pelas montanhas cheias de neve da Escandinávia.

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