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RESENHA - A FAZENDA




Título: A Fazenda  
                                           
Autor: Tom Rob Smith
                              
Editora: Record

Ano de publicação: 2015

Páginas: 332

ISBN: 9788501062017

Nota: 02/05


Pois minha luta é contra a carne e o sangue, contra os governantes, contra as autoridades, contra os poderes deste mundo obscuro e contra as forças do mal neste reino terrestre.”

Daniel é filho único e vive longe dos pais, pois esses decidiram passar o resto das suas vidas numa fazenda da Suécia, país de origem da mãe de Daniel, Tilde. Vivendo na Inglaterra, Daniel recebe uma ligação de seu pai dizendo que sua mãe ficou doente e que alega e faz coisas que beiram a loucura. Daniel se prepara para viajar até a Fazenda, mas antes de pegar o voo sua mãe liga dizendo que seu pai é um mentiroso e que não está louca, mas sim precisando da polícia. Começa aí a história que deixa o jovem sem saber em quem acreditar.

Levado pela emoção, Daniel espera sua mãe chegar para entender a situação. Ela imediatamente aparenta inquietude e isso naturalmente o deixa preocupado. Para contar a história sua mãe quer privacidade, e diz que só confia no filho e que ele tem que ouvir a crônica passo a passo com os mínimos detalhes. Daniel aceita e a leva ao apartamento de seu namorado (ele nunca abriu o jogo sobre sua sexualidade com os pais).
Do mesmo jeito que ele omitiu um fato de suma importância, seus pais também não jogaram limpo com ele a vida toda, e isso Daniel descobre com a narrativa de Tilde. Antes de começar a contar o que aconteceu na Suécia, sua mãe explica a verdadeira razão de terem viajado para a Suécia: eles estavam pobres e quase falidos enquanto Daniel pensava que eles tinham dinheiro para viver tranquilamente.

Tilde começa a narrar sua história nos mínimos detalhes sem o deixar perguntar sobre o que está por vir. A cronologia dos fatos é o que importa na história, ela diz. No decorrer dos fatos, Tilde mostra provas que ela acredita fazerem parte de uma conspiração entre os homens poderosos daquela pequena cidade do interior. Enquanto isso, Chris, pai de Daniel, está a caminho e pretende apresentar seus fatos ao filho. Temendo que Chris os encontre, Tilde fica com medo e não quer deixar Daniel se encontrar com o pai e muito menos se encontrar com ele.
Daniel fica chocado com a história da mãe e acaba impulsionado a acreditar até que sua conclusão seja feita. Dividido entre o relato da mãe e a personalidade do pai que tanto ama, Daniel fica num total impasse e decide que ele mesmo vai até a Suécia descobrir o que há de errado nisso tudo enquanto sua mãe fica internada numa ala psiquiátrica na Inglaterra.
Chegando à pequena cidade rural, Daniel convive com os principais suspeitos que compõe a conspiração relatada por sua mãe e vai encaixando algumas peças que faltavam nesse quebra-cabeça. Aos poucos descobre que nem tudo que ele podia ter acreditado é verdade e que a história é mais perturbadora do que ele imaginava.

Eu fui ler esse livro já conhecendo o primeiro livro do autor: Criança 44, que é sensacional, diga-se de passagem. Entretanto me deparei com um estilo totalmente diferente do que ele usou em seu primeiro romance. A Fazenda tem uma ideia muito boa, porém não foi aproveitada como eu esperava. Tem uma leitura de fácil compreensão, mas com muita ladainha e pouquíssima ação, quase nada pra falar a verdade. O final até que é interessante, mas não me convenceu.
A maior parte do livro (90%) é narrada por Tilde, e um ponto a ser analisado é que o autor conseguiu passar muito bem a personalidade dela ao leitor. Os outros dois livros do autor é na mesma pegada do Criança 44 e por isso não vou deixar de lê-los um dia, apesar dessa frustração.

A história se passa na zona rural da Suécia e nada mais apropriado do que uma banda que tem raízes do campo para sonorizar as páginas. Fiquem com Hellyeah e DON’T GIVE A DAMN, NO!
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