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RESENHA - FILHOS DO ÉDEN - PARAÍSO PERDIDO


Título: Filhos do Éden – Paraíso Perdido 
                                           
Autor: Eduardo Spohr
                              
Editora: Verus

Ano de publicação: 2015

Páginas: 560

ISBN: 9788576864752

Nota: 05/05



A procura de Kaira e Urakin por Denyel chega ao fim e o encontro é realizado em nada mais nada menos do que em Asgard. Sim, a terra dos deuses nórdicos!
Ao chegar a Asgard, a dupla se depara com um Denyel mais maduro e responsável, isso porque agora ele é capitão na terra de Odin. O mais difícil de encarar, no entanto, não é a nova personalidade de Denyel, mas sim os problemas que Asgard enfrenta. Batalhas passadas “aprisionaram” o reino e agora seus moradores estão à mercê de Thrymir, o tirano que derrotou Heimdall, o rei-guardião da ponte Bifrost.
Bifrost é a ponte que dá acesso a qualquer lugar do universo, mas com a queda de Heimdall a passagem está momentaneamente intransponível. Ora, e daí? Daí que Denyel, além de estar comprometido com seu cargo de capitão, não pretende sair de Asgard e Kaira e Urakin estão presos no reino devido essa passagem estar bloqueada. A ponte só poderá ser desbloqueada com a derrota de Thrymir e é nessa nova missão que o livro começa.


Aliadas aos nossos anjos e aos anões de Nidalvellir, as Valquírias de Asgard montam um super exército para combater os gigantes e outros seres que estão ao lado de Thrymir. Essa batalha é de uma intensidade fora do comum e só é superada pela derradeira batalha no final do livro. Com a queda de Thrymir, Heimdall então pode oferecer o caminho de volta aos nossos anjos até Midgard, nossa conhecida Haled, para continuar a missão de capturar o Primeiro Anjo.
Denyel, Kaira e Urakin saem de Asgard como deuses por terem batalhado com bravura e enfrentado grandes inimigos. Detalhe: no meio da jornada Argardiana, Urakin foi considerado o único digno a manejar o lendário martelo de Thor.

Spohr discorre a história intercalada do nosso querido trio com a história de Ablon (sim, o querubim que conhecemos na Batalha do Apocalipse) e Ishtar, sua parceira na caça ao Primeiro Anjo há muitos milênios.
O que conhecemos de Ablon no livro de estreia de Spohr não tem muito a ver com o Ablon que vemos no Paraíso Perdido. Aqui ele ainda é um querubim que não conhece os costumes e artimanhas da humanidade, portanto sua personalidade guerreira e honrosa é muito mais forte.
A caminhada de Ablon e Ishtar tem o objetivo de derrubar os três sentinelas que habitam a terra e se rebelaram contra os Arcanjos. Nessa jornada, os dois acabam se separando para ganhar tempo e cada um enfrentar uma sentinela para que no fim enfrentem juntos Metatron, o Primeiro Anjo. Metatron era o Rei dos homens sobre a Terra nos tempos de Adão e Eva e quando se rebelou contra os Arcanjos perdeu seus domínios e agora planeja tomar o que lhe é de direito, pelo menos assim ele pensa.
Entre o encontro de Ablon e Ishtar com Metatron estão muitos duelos que provam que eles são os únicos que podem derrotar o Primeiro Anjo e aprisioná-lo conforme Miguel ordenara.

De volta ao presente, Denyel, Kaira e Urakin voltam à Haled com a mesma missão de capturar Metatron que fugiu de seu aprisionamento e está de volta com seus planos de dominação. A caça ao Primeiro Anjo desemboca em Hades, o novo reino “temporário” de Metatron. Lá eles encontram alguns demônios que tentam impedir a missão sem muita efetividade. A partir daí o livro tem uma dupla narração frenética entre a missão de Ablon e a missão do nosso trio, ambos à caça de Metatron em tempos distintos. No encontro de Ablon com Metatron a batalha é ferrenha e vemos alguns detalhes sobre o querubim que já conhecíamos, porém somente aqui no Paraíso Perdido descobrimos a origem.
Já o encontro de Kaira, Denyel e Urakin com o Primeiro Anjo se dá de forma avassaladora numa batalha digna de cinema. Exércitos se enfrentando, deuses à frente da contenda, nossos anjos se sobressaindo a cada ataque, muitas surpresas nas últimas páginas. Maluco, só lendo pra saber!
Antes de chegarmos a Hades, conhecemos algumas alianças e traições que surpreendem, e muito, devido aos personagens envolvidos, o que dá mais adrenalina na história.

Para finalizar, Spohr não deixou nem um pouco a desejar no desfecho dessa lendária saga que com certeza será lembrada durante muitos séculos. Pelo contrário, se ele quisesse, poderia até dividir esse último livro em duas partes para nos deixar mais aflitos. Mas como ele tem um bom coração, despejou todo seu talento nesse livro que está sensacional como sempre.
Para quem não leu A batalha do Apocalipse e leu apenas a trilogia Filhos do Éden (acho meio improvável, mas nunca se sabe), Spohr deixou uma super brecha para voltar ao seu primeiro livro e conhecer melhor quem foi Ablon. Lembrando que ABDA não tem vínculo com a trilogia, apenas alguns personagens e alguns detalhes em comum, por isso dá para lê-los separadamente. Entretanto, Spohr não lacrou a trilogia especificamente. Ele simplesmente criou um ciclo entre seu livro de estreia com a trilogia que é interminável pra quem for ler e reler e reler (o que farei novamente com certeza), ou seja, quem não quiser ter aquela ressaca literária, pode pegar um livro, depois outro e depois outro, até o fim dos dias que não terá fim.
Mais uma vez deixo aqui a mensagem de que quem não conhece o autor precisa conhecer o quanto antes, pois ele só nos deu boas obras!

Como esse livro percorre diversos mundos e dimensões, deixo como trilha sonora a banda sueca Scar Symmetry, que tem entre seus elementos principais o misticismo e a ficção, nos dando margem a viajar por diversos lugares devido sua mistura de ritmos encontrada em uma única música.
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