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Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente

Título: Assassinato no Expresso do Oriente  
                                           
Autor: Agatha Christie
                              
Editora: Nova Fronteira

Ano de publicação: 2014

Páginas: 196

ISBN: 9788520934784

Nota: 05/05



Hercule Poirot um homem pequenino, agasalhado da cabeça aos pés com seu bigode típico de investigador. Ele retornava de um trabalho investigativo encerrado recentemente e pegou o trem com o destino final em Istambul. Sua intenção era passar alguns dias na cidade como visitante para conhecê-la melhor aproveitando seu tempo livre. Antes de embarcar, toma conhecimento que em seu trem tem apenas mais dois outros passageiros: Miss Debenham que embarcou em Bagdá e o Coronel Arbuthnot que veio da Índia. Em Istambul, os dois passageiros iam pegar o Expresso do Oriente para chegar ao destino final, a Inglaterra, menos ele. Poirot percebe que os dois passageiros parecem se conhecer á algum tempo, pelo jeito que conversam, parecem ser íntimos um do outro mesmo não querendo demonstrar isso.

Chegando ao seu destino, Poirot vai direto para um hotel conhecido. Ao chegar, fica surpreso em ver que recebeu um telegrama. A mensagem era simples e clara “Tudo o que previa sobre o Caso Kassner aconteceu inesperadamente. Favor regressar imediatamente.”. Na mesma hora, solicitou para que o funcionário do hotel conseguisse um leito para ele no Expresso do Oriente. O trem partia em algumas horas, enquanto isso, Poirot decidiu jantar antes de embarcar. Ao se sentar no restaurante, é surpreendido por Mr. Bouc, belga e diretor da Compagnie Internacionale des Wagons Lits. No mesmo ambiente, percebe a presença de um senhor que deixou uma impressão um tanto desagradável. Como era inverno, geralmente os trens naquela época costumavam ser vazios, mas para a infelicidade de Poirot, o próximo trem que saía á noite estava lotado, sem vagas disponíveis. Mr. Bouc, como tem autoridade sobre os trens por conta de seu alto cargo na companhia, garante para Poirot que o condutor há de arrumar-lhe um lugar.

Chegando ao trem, realmente Mr. Bouc tinha razão. Poirot embarcou no lugar de outro passageiro um tal de Mr. Harris que não apareceu para embarcar. O cavalheiro Poirot fica acomodado na cabine de MacQueen que estranha à gentileza excessiva do condutor para com Poirot, mas para que o Mr. que já ocupava a cabine não se ficasse incomodado com sua presença, ressalta a ele que em Belgrado ele vai mudar de cabine.

No dia seguinte, após uma noite de sono, Poirot vai até o carro-restaurante atrasado para o almoço, não por que acordou atrasado no café da manhã, mas sim por ter ficado distraído relendo algumas anotações. Conversa vai e conversa vem, Poirot fica sozinho no carro-restaurante e para sua surpresa, o mesmo homem que lhe passou certa desconfiança no restaurante do Hotel está no mesmo trem que ele. Mr. Ratchett vai até Poirot tentando puxar assunto. Ratchett explica que está sendo ameaçado, sendo um homem rico do jeito que é, tem um inimigo especifico que o deixa preocupado. Explicando a situação a Poirot, mostra a ele a arma automática que ele carrega, mas ainda sim acredita que só isso não é suficiente para sua segurança e ele oferece dinheiro ao investigador em troca de ele cuidar de sua proteção. Mr. Poirot não se sente nada confortável com a proposta e vai direto ao ponto: não vai aceitar proteger alguém no qual ele não vai com a cara.

Naquela noite, Poirot encontra dificuldades para dormir e para piorar as coisas a neve impede que o trem continue sua viagem e todos ficam presos ali no caminho para a Iugoslávia. Os passageiros reclamam da situação por que a maioria tinham compromissos importantes e outras viagens, e que se não chegassem a tempo seriam perdidos.

No meio dessa confusão toda Mr. Bouc chama Poirot para uma conversa longe dos outros passageiros. Ao chegar ao encontro do amigo, descobre que durante a noite houve um assassinato no trem e que não se tem ideia de quem pode ter feito aquilo. O morto em questão é justamente quem o deixou com uma má impressão desde o começo: Mr. Ratchett.

O desenrolar desse assassinato é incrível, com algumas pistas óbvias implantas para incriminar pessoas específicas, a chave para chegar ao assassino está em apenas um nome. A ligação desse nome com o assassinato descoberto pela astúcia de Mr. Poirot deixa você sem palavras e impressionado com a riqueza de detalhes e a ligação que autora consegue fazer entre fatos que parecem bem distintos.



Gosto muito de romances policiais e este é o primeiro que leio da Agatha Christie. Fiquei impressionada com a qualidade da escrita dela e principalmente com a riqueza de detalhes, a descrição dos personagens e com as reviravoltas que acontecem na história. Gostei muito e pretendo embarcar em outras aventuras escritas por essa incrível autora.
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