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RESENHA - DESTINO: INFERNO



Título: Destino: Inferno 
                                           
Autor: Lee Child
                              
Editora: Bertrand Brasil

Ano de publicação: 2010

Páginas: 490

ISBN: 9788528614244

Nota: 03/05 



“Quando em dúvida, fique de boca fechada.”

Jack Reacher poderia ser apenas mais um homem sequestrado pelo mundo afora, mas a quadrilha que o sequestrou não sabia a qual destino esse erro os levaria, pois Reacher não é um homem comum, mas sim um ex-capitão da Polícia do Exército americano que não tem dó de seus inimigos.


Jack Reacher está andando pela rua normalmente como um cidadão comum quando avista uma bela mulher precisando de ajuda com suas roupas recém-saídas da lavanderia. Ao perceber que ela está de muletas ele decide ajudá-la. Holly Johnson aceita sua ajuda e sem ao menos dirigirem uma palavra ao outro são abordados por dois homens armados que os obrigam a entrar numa van. Começa então o inferno de ambos.
Sem saber a identidade da mulher que acabou de ajudar, Reacher tem uma plena certeza: ela é importante. Mutuamente, Holly acredita que o cidadão azarado que entrou com ela na van precisa de ajuda para sair dessa enrascada que somente ela deveria estar vivendo.
Pois bem, Reacher estava certo e Holly errada. Holly Johnson é uma agente do FBI e filha do General das Forças Armadas e para piorar a situação é afilhada do presidente dos EUA. Jack Reacher é ex-capitão da Polícia do Exército que atuou durante treze anos de sua vida e conhece como ninguém os hábitos de bandidos como os que acabaram de conhecer, ou seja, quem precisa de ajuda mesmo é Holly!

Enquanto são transportados por várias horas dentro da van, Jack e Holly conversam pouco e sabem pouca coisa da vida um do outro, mas acabam criando um vínculo que levaria ambos a se sacrificar pelo outro. Deixados num celeiro qualquer, Jack mostra que não é um homem comum e que tem habilidades que deixam Holly se questionando quem poderá ser esse sujeito. Astucioso, Jack consegue algumas regalias durante o cativeiro e conduz algumas conversas com os bandidos, que em sua percepção, são bem treinados, mas inexperientes.
Após rodarem milhares de quilômetros, a van chega numa pequena aldeia em Montana, um lugar isolado de qualquer civilização. Separados em alojamentos diferentes eles não sabem como o outro está e se está bem. Jack continua frio e aguarda a melhor oportunidade para se livrar de seus algozes e levar Holly junto dali.
Aos poucos Jack vai conhecendo os planos da quadrilha que é liderada por um maluco revolucionário, Beau, que acredita que precisa se rebelar para que o sistema do país não o atinja mais, criando uma nova sociedade a partir daquela aldeia. Ele é um tipo de Hitler do século XXI.

Enquanto nossa dupla rodava o país e era mantida presa em Montana, poucos agentes do FBI se juntam para tentar fazer o resgate de Holly e com um pensamento em mente: atirar antes de perguntar. Ao descobrirem que Holly foi sequestrada, os agentes acreditam piamente que Jack Reacher é um dos sequestradores e automaticamente o colocam na mira da pólvora.
O problema nos planos do FBI está em sua alçada, pois nem o presidente dos EUA está interessado em cuidar deste caso, pois estão às vésperas do 4 de julho (dia da independência dos EUA) e aconselha o chefe do FBI, Webster, a chamá-lo apenas no dia 05 para tratar o assunto. Como Holly é uma das suas, Webster não dá ouvidos ao presidente e escala mais três membros do FBI para seguir adiante.
Com um número reduzido, o grupo bola um plano que nem parece ser do FBI pelo tamanho de sua fragilidade, mas ainda assim seguem em frente com o objetivo de trazer Holly Johnson de volta à corporação, pois o FBI cuida dos seus. O que eles não sabiam é que entre os seus existia um ou mais informantes traidores.

Ironicamente (ou não), os planos de Reacher parecem ser mais palpáveis e fadados a um melhor desfecho. Usando todo o seu conhecimento, ele consegue se livrar de seu cativeiro e sair sorrateiramente em busca do chefe da quadrilha e acabar com seu plano Htleriano. Em tempo, Holly está em seu aposento pensando sem parar em como sair dali e levar Reacher consigo, porém sua perna ruim a deixa um pouco ressabiada, mas ainda assim ela consegue provar que não é a menininha do papai e tem seu plano também.
Quando o FBI chega ao local do cativeiro, os agentes são manipulados como marionetes por Beau e pouco tem o que fazer na situação, pois a vida de Holly depende de seus atos. Com a ajuda do ex-chefe de Reacher a situação pode se tornar mais favorável, porém um deslize é capaz de pôr tudo a perder.
Com boas explosões e tiros pra todo lado, a salvação de Holly está nas mãos e nos olhos de Reacher e para o FBI resta assistir a apresentação.

Lee Child é um autor que gosta bastante de descrever os detalhes técnicos, o que é legal na descrição das armas, por exemplo. Porém, como essa sua personalidade se estende durante todo o livro, acaba sendo um pouco monótono. Com poucas cenas de ação e muitos detalhes a leitura não flui com aquela sede de virar a página e vai se arrastando até dar uma guinada de pequenos momentos de ação.
A ideia do livro não é ruim apesar de não ser nada inovadora, mas com certeza faltou muito para me deixar alucinado com a história. Preciso e vou ler outro livro do cara para ter certeza disso. Tenho receio da pouca criatividade porque em todos os seus livros o protagonista é Jack Reacher, sendo que ele poderia criar outros personagens. Mas enfim, é mais um livro para o repertório.


Para entrar mais no cenário é preciso de música como sempre, e esse livro exige um peso pesado. Fiquem com os argentinos do Bruthal 6 para acompanhar e dar mais adrenalina à história.
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