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RESENHA - A ESTRADA DA NOITE



Título: A estrada da noite  
                                           
Autor: Joe Hill
                              
Editora: Sextante

Ano de publicação: 2010

Páginas: 320

ISBN: 9788599296134

Nota: 04/05



Os loucos às vezes furam buracos na própria cabeça para deixar os demônios saírem, para aliviarem a pressão dos pensamentos que não podem mais suportar.”

Judas Coyne, mais conhecido como Jude, é um ex-líder de uma banda de rock pesado que coleciona uma porção de objetos bem singulares: um livro de receitas para canibais, uma fita com cenas reais de assassinato, tudo que for mais macabro ele quer guardar para si, quando recebe um e-mail marketing oferecendo um fantasma. Isso mesmo, um fantasma. Mas para levar o fantasma pra casa, Jude precisa comprar o paletó do morto, e é claro que ele compra sem pestanejar. Seu investimento de mil dólares não poderia custar mais caro.


Além de sua coleção excêntrica, como um bom rockeiro, Jude também coleciona mulheres com quem dormiu. Uma delas foi Anna, chamada por ele de Flórida. Anna viveu com Jude e era apaixonada por ele, porém seus problemas psicológicos e desequilíbrio emocional fizeram com que o rockeiro desse um pé na bunda da garota. Até aí tudo bem, tudo normal.
Jude segue sua vida e já está vivendo com uma nova garota, Marybeth, que ele chama de Geórgia. Após um tempo nesse relacionamento ele descobre o tal paletó com o fantasma e decide comprá-lo. A encomenda chega rápido e ele guarda o novo item da coleção no armário. Ah sim, o fantasma é claro que veio junto. Logo na primeira noite o fantasma de Craddock McDermott aparece para Jude e assim começa uma sucessão de aparições.
Craddock McDermott era padrasto de Anna, a Flórida, e quando Jude descobre essa informação acha que é apenas uma vingança, pois ao entrar em contato com a vendedora do paletó, que é a irmã de Anna, Jude fica sabendo que Anna se matou após ele ter rompido o relacionamento. Crente de que Craddock veio para se vingar da morte de sua enteada, Jude começa a ser manipulado pelo fantasma, e por vezes quase aceita ser seu fantoche para eliminar a si mesmo e quem estiver por perto.

Após muita luta para sobreviver na casa, Jude e Marybeth saem pela estrada fugindo de Craddock atrás de respostas para descobrir um jeito de se livrar do fantasma. Muito debilitados por ferimentos ocasionados em diversos eventos dentro da casa, o casal vai até a casa da irmã de Anna para tentar se livrar do mal que o perseguem. E para piorar a situação saem de lá mais feridos do que já estavam.
Jude, apesar de muito fraco ainda consegue raciocinar e descobre que o simples fato de se vingar não era o motivo da perseguição do fantasma, mas sim algo muito mais complexo. Entretanto, como Craddock havia dito a ele: não era possível se livrar dessa maldição sem que ele ou quem estivesse a sua volta morressem. Os mortos puxam os vivos!

Para quem não sabe, Joseph Hillstrom King é filho de ninguém menos que Stephen King, e com esse simples parentesco herdou a escrita. Há quem diga que ele já era um mestre do terror assim que estreou com A estrada da noite, mas em minha humilde opinião, esse livro ainda não o torna mestre. Ainda vou ler mais títulos dele para poder avaliar melhor, mas por enquanto a impressão que fiquei é de que ele tenta seguir uma mesma linha que o pai, porém acaba se enrolando um pouco, apesar de ser bom.
A história é ousada, tem protagonistas e antagonistas de personalidade forte, mas não levou minha pontuação máxima porque no decorrer das páginas existem algumas passagens que deixam o livro devagar e perde o calor sombrio que poderia ter.


Para embalar essa história fantasmagórica ficamos com American Head Charge com seus gritos desesperados e repletos de peso para imaginar Craddock emergindo das trevas.
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