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Resenha - Asylum (V&R Editoras)


Título: Asylum

Autor: Madeleine Roux

Editora: V&R Editoras

Ano de publicação: 2014

Páginas: 336

ISBN: 9788576837442

Nota: 04/05




“Nunca houve uma mente brilhante sem um toque de loucura.”

Asylum é o primeiro livro da saga homônima escrita pela norte-americana Madaleine Roux. Considerado um suspense arrepiante, o livro peca um pouco neste quesito focando mais em um publico mais jovem.

Conhecemos Daniel Crawford - ou Dan -, estudante que está prestes a ingressar na faculdade, mas antes irá iniciar um curso preparatório de verão no New Hampshire College, para realizar aulas de histórias e psicologia, que terá a duração de cinco semanas. Dan já estava ciente de que quando chegasse à cidade, ele e os demais alunos seriam instalados em um prédio anexo, pois o New Hampshire College estava passando por uma reforma.

O local aonde os alunos seriam instalados é chamado de Brookline e descrito como um edifício que no passado era usado para tratamentos mentais, resumindo, um manicômio. Ao chegar ao local, Dan se sentiu intimidado pela estrutura do local bem como pela atmosfera pesada do complexo, mas procurou deixar isso de lado e aproveitar as semanas para estudar e fazer novas amizades.

Logo ao chegar ao seu quarto, Dan se depara com uma fotografia de um homem encarando a objetiva, mas com os seus olhos rabiscados. Seu colega de quarto, o garoto alto e magricela chamado Felix Sheridan diz que a foto já se encontrava no local e se assemelhava muito com outras fotografias que ele tinha visto em outra sala do complexo, mas que estava fechada ou isolada.

Em uma festa para dar as boas-vindas aos alunos, Dan faz amizades com Abby e Jordan. Abby está matriculada no curso de pintura e Dan rapidamente se dá muito bem com ela, e avalia as chances de ter algo a mais com ela. Assim que conhece Jordan, Dan pensava que ele tinha algum relacionamento com Abby já que os dois já possuíam uma intimidade, mas conhecendo-o melhor, descobriu que ele é homossexual e Dan ficou com um certo alívio já que Jordan não seria um “concorrente”, caso Dan desejasse ter um relacionamento com Abby. Jordan irá fazer cursos de matemática e foi escondido dos pais para New Hampshire, seus pais o matricularam em um acampamento que prega a cura gay em outra cidade.

Algumas das fotos do livro Asylum
Logo, os três decidem ir até o local onde Felix mencionou a Daniel em que viu as fotografias. Eles arrombam o local que estava com uma placa escrito que era proibida a entrada. Lá dentro, a sala parece estar fechada há muito tempo, devido ao cheio de mofo, poeira e da falta de iluminação da sala. Eles começam a vasculhar as gavetas, encontrando outras fotografias de pessoas que foram tratadas no antigo manicômio. Um ponto muito positivo no livro é que durante a leitura, algumas páginas são preenchidas com essas fotografias, aproximando ainda mais a questão do suspense do livro para o leitor.

Antes de entrar no curso, os pais adotivos de Dan, Paul e Sandy, o levam a um psiquiatra para tratar do problema de lapsos de memória que ele sofre, além de no passado, ele ter vivido em abrigos e orfanatos. E após a invasão à sala, sua memória lhe prega peças e Dan tem dificuldades para dormir naquela noite. Dan vira a noite fazendo pesquisas sobre Brookline e descobre que o local que no passado abrigava doentes mentais, abrigava também homicidas, e ele fica mais apreensível quando descobre que um dos antigos pacientes, conhecido como Escultor, está desaparecido desde o encerramento das atividades em Brookline.

“Em um mundo enlouquecido, os loucos se tornam os únicos sãos.”

Ao longo das semanas, as aulas em que Dan se matriculou parece que ficou em segundo plano, o que mais interessa em Dan e também em Abby é descobrir mais sobre o passado de Brookline. Abby faz uma confissão de que sua tia pode ser uma das pessoas que precisou fazer tratamento mental no passado, e ela está decidida a investigar mais sobre isso. Já Dan, vem recebendo e-mails e bilhetes anônimos, além ter muita dificuldade para dormir, e quando dorme, ele sofre com pesadelos. Posteriormente, Dan descobre que o nome do diretor do antigo manicômio é o mesmo que o seu, até no sobrenome, fazendo com que ele questione o seu passado, e se há algum parentesco entre ele e o antigo diretor.
Jordan tem estado mais afastado dos dois, depois que eles invadiram a sala com as fotografias, ele também tem tido dificuldades para dormir, e vem procurando se dedicar ao curso e não ser expulso.

Quando li a sinopse de Asylum e vi as fotografias que o livro traz isso me chamou muito a atenção, a estória em si é bem constituída e os personagens secundários fazem bem o seu papel, não havendo diálogos desnecessários e fazendo com que a leitura não seja cansativa. Os capítulos são rápidos e em alguns momentos não querermos abandonar a leitura para descobrir o desfecho daquilo tudo. Porém, o livro deixa em aberto algumas coisas, mas sabemos que há o segundo livro e o terceiro a ser lançado ainda em 2016, além de outros dois spin-off da série, então fico tranquilo e acredito que nos próximos livros, as lacunas serão preenchidas.

Deixo claro que o livro pouco assusta, é mais um suspense infanto-juvenil, nada de extraordinário nesse quesito. As fotos são bem chamativas e por que não dizer perturbadoras. Concluindo a leitura de Asylum, posso dizer que as fotografias chamam mais a atenção do que a escrita.
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