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Resenha - Número Zero


Título: Número Zero

Autor: Umberto Eco

Editora: Record

Ano de publicação: 2015

Páginas: 208

ISBN: 9788501104670

Nota: 02/05



“Os jornais mentem, os historiadores mentem, a televisão hoje mente.”

Número Zero tem uma sinopse bem interessante, que trata de alguns temas como, por exemplo, o sensacionalismo que se acredita ter em grande parte do jornalismo, pairando na mente das pessoas se aquilo é realmente verídico, ou se foi inventado. Mas o último livro escrito pelo renomado Umberto Eco, que nos deixou em fevereiro de 2016 tem uma grande rejeição por quem leu, e em uma rede social de leitores, há pelo menos 20 abandonos registrados de Número Zero, e eu entendi o motivo.

O livro se passa na cidade de Milão em 1992, o protagonista conhecido apenas por doutor Colonna, um fracassado jornalista de 50 anos é convidado pelo seu amigo Simei a ser responsável pela direção do Amanhã. Amanhã será um jornal de fachada, que está sendo financiado pelo comendador Vimercate com objetivo de criar poucos exemplares do jornal e fazer o comendador ser aceito em um clube de elite das finanças e política. Paralelo a isso, Colonna deverá escrever um livro relatando a experiência de escrever um jornal que não será publicado, durante a leitura essa questão do livro meio que caiu no esquecimento.

Para fazer o jornal, Simei e Colonna escondem dos demais colaboradores que fazem parte da equipe a real intenção do jornal, levando eles a acreditarem que estarão trabalhando em um jornal que trate de escrever notícias sobre o que pode acontecer no dia seguinte, ou seja, terão que inventar diversos tipos de notícias a fim de prestar serviços de maneira duvidosa a seus leitores.

“O medo de morrer dá alento às lembranças.”

A equipe de redatores é composta por seis pessoas, Toda equipe foi escolhida por Simei, cada um com um tipo de experiência diferente, mas todos são modelos de jornalistas que não se deram bem na profissão. Dessas seis pessoas, destacam-se Romano Braggadocio e a única mulher da equipe, Maia Fresia. Braggadocio passa boa parte do livro relatando teorias da sua mente, reconstituindo pelo menos 50 anos de histórias trazendo temas como assassinato do papa João Paulo I, levando a crer que as teorias que ele tem sobre os temas não foram totalmente ditas ao mundo. Maia Fresia que quase se formou em letras, trabalhava em uma revista de celebridades, mas estava cansada da rotina que levava.

“O Amanhã morre: hoje mesmo.”

O livro tem picos, começou confuso, ficou interessante, passando a ficar entediante, dando uma ligeira melhorada quase no fim, e o final decepcionante. Durante toda a leitura são tratados os temas que serão escritos no jornal que não será publicado, deixando a leitura bem entediante. Colonna e Fresia iniciam um relacionamento, mas Colonna não diz a ela sobre a real intenção do jornal.

As 208 páginas do livro poderiam ser melhores exploradas, tinha a esperança de ter um final que esclarecesse as coisas, pois não ficou claro o que se passou com o comendador Vimercate, que foi responsável pelo projeto do jornal, se ele foi ou não aceito no tal clube de finanças.

Esse foi o primeiro livro que li do autor, não sei se a linha que ele segue nos demais livros é a mesma que ele usou em Número Zero, mas a experiência que tive com essa obra não foi nada agradável.
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