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RESENHA - A TORRE (#1)



Título: A Torre 
                                           
Autor: Daniel O’Malley
                              
Editora: Leya

Ano de publicação: 2016

Páginas: 432

ISBN: 9788544102541

Nota: 04/05



As forças misteriosas estão por todo lado e nossa crença mundana subestima, e muito, o poder sobrenatural que existe no mundo.

Logo no início do livro somos puxados pela curiosidade em desvendar o que aconteceu com nossa protagonista que acorda no meio da chuva com vários cadáveres a sua volta e o mais curioso: sem memória de quem ela seja ou de como foi parar ali.

Uma carta deixada por ela mesma antes de perder a memória começa da seguinte maneira:
Querida Você,
O corpo que está usando costumava ser meu.

Desnorteada, ela descobre pela carta que seu nome é Myfanwy Thomas. Na carta existem instruções onde ela pode optar por seguir com sua vida antes da perda da memória ou criar uma nova identidade e fogir de toda a confusão com muito dinheiro e tranquilidade para viver onde escolher.
Pois bem, se ela escolhesse fugir da confusão não teríamos esse livro para ler nem mais cartas com novas instruções, o que nos resta continuar com a curiosidade em desvendar o mistério da corajosa Myfanwy (pronuncia-se algo como Tifanny, assim como ela mesma deduziu lendo as cartas).
Após escolher continuar com sua vida antiga, Myfanwy descobre que sua memória foi apagada por alguém e que esse alguém a quer morta, o que a faz procurar mais avidamente por respostas. Esse alguém é um traidor, um dos membros do Chequy, uma organização do Império Britânico responsável por combater eventos sobrenaturais, onde Myfanwy é uma Torre, uma agente de alto escalão.
O Chequy é formado por Peões, Cavalos, Torres e Bispos assim como no jogo de xadrez, porém não existem Rei e Rainha devido os cargos já existirem no Reino Unido, os equivalentes são a Lady e o Lorde. Cada membro possui um nível de habilidade sobrenatural e poderes intelectuais diferentes, o que faz com que exista a hierarquia vertical dentro da organização, ou seja, Torre Thomas está em um nível muito respeitado, abaixo apenas dos Bispos, Lady e Lorde.

Em meio a cartas deixadas por sua antecessora de corpo, Torre Thomas continua trabalhando no Chequy normalmente como se nada tivesse acontecido com sua memória, algo bem complicado para quem não sabe quem é nem qual a sua função ali, mas mesmo assim ela se sai muito bem ao enganar toda a Corte seguindo as instruções das cartas.
As cartas detalham minuciosamente quem são os membros um a um e suas habilidades, dando ênfase em como todos são poderosos e qualquer um pode ser o traidor. Além dos detalhes de seus colegas, ela também aprende a história da organização, suas próprias funções e alguns eventos sobrenaturais que deram muito trabalho e causaram muitas mortes.
Com todo esse material informativo em suas mãos, Torre Thomas recria uma nova personalidade que ela não possuía, mais corajosa, com poderes não explorados até então. Antes ela apenas conseguia controlar os movimentos das pessoas, ler condições físicas, até mesmo detectar gravidez quando as tocasse com suas mãos, mas depois da nova Myfanwy esses poderes ficaram muito mais aprimorados.

Com tanto poder em mãos, Torre Thomas entra de cabeça no sobrenatural e aprende que tudo é possível quando se trata de seres malignos. Sua busca pelo traidor ocorre paralelamente às suas funções no Chequy, sendo que, enquanto ela se habitua aos trabalhos obscuros do Chequy procura freneticamente por respostas para desmascarar o farsante da Corte.
Com seus poderes aguçados e melhores controlados, a Torre vive intensamente as ocorrências que pessoas comuns desconhecem e que são de praxe no mundo do Chequy, e que até então fazia parte apenas da rotina administrativa de Myfanwy.

Esse é um livro bem interessante por ter uma ideia um pouco diferente das fantasias que lemos por aí. Aqui o autor misturou fantasia, humor, e um pouco de obscuridade. O estilo da história lembra um pouco a Família Adams ou Beetlejuice por ter algo sombrio, mas que não assusta e chega a ser cômico.
Segundo volume da saga.
É um livro de fácil leitura e um ótimo entretenimento para quem não se preocupa com conteúdo histórico ou intelectual, apenas para se divertir. Para ser sincero eu esperava algo mais tenebroso, mas gostei bastante da história e aguardo o segundo volume para ver como a Torre se sairá depois de tantos apuros.
Infelizmente há rumores que a Editora Leya irá encerrar as operações aqui no Brasil e assim fica a dúvida de qual editora comprará os direitos da sequência que já foi lançada lá fora com o nome de Stiletto.




Para essa leitura esquisita nada melhor que uma banda esquisita também. Deixo com vocês a banda irlandesa Censura!
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