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RESENHA - O TESTAMENTO DO JUÍZO FINAL




Título: O Testamento do Juízo Final
                                           
Autor: James Douglas
                              
Editora: Jangada

Ano de publicação: 2013

Páginas: 408

ISBN: 9788564850491

Nota: 03/05



Guerra é o caos e a estupidez como norma; a fome como companheira constante; a morte – indiscriminada, arbitrária, confusa – sempre presente e à espreita; uma brutal indiferença pela vida ou pelos seres viventes, tão profundamente arraigada, que alguém mais religioso poderia chamá-la de maligna.

Jamie Saintclair é um inglês que vive em uma casa comum e tem um emprego monótono que somente às vezes o tira da rotina. Jamie é um especialista em recuperação de obras de arte que tem sua vida virada de pernas para o ar quando ele se depara com seu avô morto, e logo depois encontra um diário escrito pelo velho. Nesse diário Jamie descobre que seu avô foi um veterano da Segunda Guerra Mundial e escondia diversos segredos que a humanidade não está pronta para descobrir.


Jamie ficou um tempo sem visitar seu avô e quando o visita tem a desagradável surpresa de encontrá-lo estirado à beira da escada com o pescoço quebrado. Tudo levava a crer que o velho Matthew Sinclair, aquele velhinho pacato, pastor da igreja local, havia caído da escada e ido dessa para uma melhor por acidente. Entretanto, assim que Jamie começa a reunir os objetos (aí que o diário é localizado) e a arrumar a casa deixada pelo avô, ele é vítima de um ataque que o deixa desorientado e com a desconfiança de que algo estranho está acontecendo.
Ele tem a convicção de que há algo errado nessa história quando sofre um segundo ataque, o qual ele vai parar debaixo de um trem e sobrevive por sorte do destino, destino esse que o queria vivo pelo menos por algum tempo.
Após o “acidente”, Jamie conhece Sarah Grant, uma bela jornalista americana que testemunhou sua ressurreição. Sarah o espera do lado de fora da delegacia onde Jamie prestou depoimento, mesmo sem saber se foi acidente ou um crime o que acabara de lhe acontecer. Ela estava lá para dizer que não foi acidente.
Sarah explica que viu alguém atrás de Jamie o empurrando, mas não saberia reconhecê-lo, o que a leva a questionar o porquê de alguém querer matar um homem comum como Jamie. Jamie não fala do diário, porém conversa sobre algo que ele encontrou nas escritas de seu avô, algo sobre uma pintura valiosa há muito tempo perdida. Como ela está na Inglaterra atrás de inspiração para escrever um livro, eles decidem unir forças para buscar a tal pintura.

Sem saber que Jamie possui um belo de um mapa que leva aos segredos da Segunda Guerra Mundial e a um artefato inimaginável mesmo nos tempos de hoje, Sarah também possui segredos que somente ao longo do livro são revelados.
Juntos nessa aventura que passa pelo Tibete, pela China, pela Índia, e pela Alemanha eles descobrem que não são os únicos que conhecem algo dessa história, e que essas pessoas fariam de tudo para colocar as mãos no diário do velho Matt para alcançar seus objetivos malignos.
Entre a busca pela pintura perdida e pela leitura de relatos contidos no diário de seu avô, Jamie vai aos poucos encaixando peças que Matt deixara nas velhas páginas e se vê numa aventura sem precedentes e sem volta.

Matthew Sinclair escreveu o diário durante um momento em que eram proibidas as anotações deste tipo. Nesse diário encontramos passagens em que o avô de Jamie conta como foi matar, escapar da morte, ver amigos morrendo e acima de tudo, como foi conhecer um cientista nazista que tinha o objetivo de revolucionar o mundo com uma arma extremamente letal desenvolvida por uma tecnologia jamais vista. O nome desse cientista era Walter Brohm, um maluco que teve seus planos recusados pelo próprio Hitler.
Com a recusa de seu líder bigodudo, Brohm decidiu fazer suas pesquisas por si mesmo, porém antes da guerra terminar ele foi obrigado a fugir de seu bunker levando consigo seus segredos mortais, que com o passar das páginas foram confidenciados a Matthew Sinclair.

O enredo desse livro é realmente muito bom. Mistura história da Segunda Guerra com arqueologia, um pouco de história da arte e muita aventura. Os relatos do diário de Matt nos fazem viver essa terrível época e até parece uma parcela real da história mundial.
Apesar de ter um enredo muito bom, em minha opinião os protagonistas não tem aquele carisma que nos fazem torcer por eles até o fim. Acredito que o casal poderia ter uma personalidade mais forte, digamos assim. Em alguns momentos Jamie me fez lembrar Robert Langdon, mas sem a mesma inteligência, apenas com uma pitada de determinação. Sarah apesar de inteligente não me cativou pela força de vontade e pelo espírito de aventura.
O final achei meio sem graça, sem contar que, ou ficaram alguns pontos sem amarrar ou eu perdi alguma coisa, não sei. Entretanto, é um livro muito bem formulado e bem escrito.


Para a leitura a sonzera é com 4Arm, uma banda australiana sensacional!
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