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Resenha: Divina Vingança

Título: Divina Vingança

Autor: Robin Lafevers

Editora: Plataforma21

Ano de publicação: 2016

Páginas: 393

ISBN: 9788576839545

Nota: 05/05

Livro cedido pela Plataforma21.

Depois de ter acabado o primeiro livro “Perdão Mortal” (resenha) que fala sobre Ismae, eu comecei em seguida “Divina Vingança” para saber o que realmente havia acontecido com Sybella. Eu tive a sorte de começar a ler e já ter em mãos os três livros da Trilogia “O clã das freiras assassinas”.

Sabendo que a história seria pelo ponto de vista de Sybella, eu criei uma expectativa enorme e realmente fiquei bem surpresa com os acontecimentos e principalmente com o rumo que a autora deu para a história. Um ponto a levar em consideração é que, a Duquesa Anne que é citada na história, ela realmente existiu, muitos dos personagens citados, existiram na vida real, a única coisa que a autora teve que modificar, foi o tempo em que as coisas aconteceram. Enquanto na vida real, algumas coisas demoraram anos para serem resolvidas, a autora acelerou isso, fazendo com que tudo acontecesse de forma rápida, dentro de um ano mais ou menos.

A história começa em um ponto bem importante que acontece no livro anterior. Descobrimos que Sybella foi enviada pelo convento para servir como espiã na casa do Conde D’Albret, e pior que isso, ela é filha do Conde. Essa revelação já me deixou chocada quando li na sinopse e fiquei imaginando por um bom tempo, o terror que deve ter sido a vida de Sybella.


“Se tivessem me ensinado a ver inocentes morrer tão bem quanto me ensinaram a matar, eu estaria muito mais preparada para o pesadelo no qual fui jogada.”

Seu pai era conhecido por ser uma pessoa horrível, e por ter um histórico agressivo com suas últimas seis mulheres. A Duquesa Anne seria sua sétima mulher, e a garota sabia que isso não poderia acontecer de maneira nenhuma, a vida da Duquesa seria um inferno nas mãos daquele homem.

Desde que saiu do convento e teve que retornar para junto de seu pai, Sybella é vigiada por suas damas de companhia. Além delas, seu irmão Julian, não saía do seu pé. Ela sabe que, mesmo aquilo incomodando ela profundamente, nada poderia ser feito para se livrar dessa perseguição. Ela estava presa nessa situação, a menos que a abadessa do convento muda-se de ideia e outra missão fosse designada a ela.

Percebemos que Sybella realmente sofreu muito nas mãos de D’Albret. Desde quando era criança, o homem fazia de tudo para que nenhum de seus filhos fosse considerado fraco. Aqueles que fraquejam eram castigados de maneiras terríveis. Isso tudo me deixou bem apreensiva e chocada cada vez que as maldades do Conde eram reveladas no livro.

Os empregados, soldados, nobres, ou seja lá quem for, temia D’Albret por saber que o homem não poupava ninguém de sua crueldade. Isso fazia com que todos se sentissem intimidados e receosos. Ele era completamente imprevisível, quando era contrariado ou quando perdia alguma batalha, ninguém ousava chegar nem perto para não sentir na pele a crueldade que aquele homem tinha.

A história pela perspectiva de Sybella é muito mais pessoal do que estratégica como a da Ismae foi. Entendemos um pouco mais o motivo da garota demonstrar estar louca ao ter chegado ao convento e as justificativas que encontramos, sinceramente são muito convincentes e entendemos o motivo dela só pensar em vingança. Acredito que no lugar dela, teria me sentido da mesma forma, e também faria de tudo para me vingar de quem tinha me feito tão mal.


“Provavelmente não sobreviveria à tentativa, mas pelo menos teria tentado, e sem dúvida isso iria provar que a escuridão que vivia dentro dele não vivia em mim.”

Descobrimos que Sybella já está infiltrada na casa do Conde por seis meses, e como a garota não consegue ficar sozinha em momento nenhum (o que me deixou incomodada pela falta de privacidade que ela tinha), para ela receber as mensagens da abadessa, era uma missão quase impossível, receber armas ou até roupas, era fora de cogitação. Em uma das cartas que ela recebeu, a abadessa lhe da uma missão, que não foi nada do que ela esperava por meses. Nesse momento, Sybella começa a questionar dentro de si mesma se realmente as ordens que vinham do convento eram de acordo com a vontade de Mortain. Assim como Ismae, Sybella também é uma filha da morte, mas ninguém da família dela sabia disso.

Outro personagem que ganha um grande destaque na trama é Fera de Waroch. Ele é citado no primeiro livro, como um grande guerreiro e amigo de Duval, só que ele se torna prisioneiro do Conde D’Albret, o que não é nada agradável. Sybella e Fera se conhecem mas não é uma experiência muito amistosa no início e o guerreiro deixa a garota em uma situação difícil de resolver.

O título “Divina vingança” justifica muito bem o sentido da história de Sybella e toda a trama que se desenrola nesse livro e fez com que eu ficasse muito empolgada, curiosa e ligada na história. Acredito que tudo o que aconteceu depois da missão que a abadessa designou a ela, fez com que a garota pudesse mostrar seu potencial de assassina e também que por trás de toda mulher, por mais que ela tenha passado por diversos traumas, ela ainda pode encontrar alguém que a faça feliz. 

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