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Resenha: O Código da Febre

Título: O Código da Febre

Autor: James Dashner

Editora: Plataforma21

Ano de publicação: 2016

Páginas: 370

ISBN: 9788592783051

Nota: 05/05




“Um dia nós vamos ser maiores”

Depois de quase dois anos da notícia que o autor ia escrever mais um livro, finalmente terminei a leitura de um livro muito esperado, e que correspondeu a todas as minhas expectativas. Assim que saiu a pré-venda eu tratei de garantir o meu exemplar. Contei os dias para receber o livro, e assim que chegou, já comecei a leitura.

Eu confesso que estava morrendo de saudades de Thomas, Newt, Minho e claro o fofo do Chuck. É gente, eu não gosto da Teresa. Acredito que muita gente se identifica com esse meu sentimento por essa personagem, que é a mais falsiane que eu já vi. Enfim, esse livro esclareceu muitas coisas que tinham ficado em aberto e me deixou com uma vontade gigantesca de ler novamente todos os livros.

O livro retrata cinco anos antes dos nossos clareanos irem para o labirinto. Mas pelo que pude perceber, parece que é bem mais do que isso. Posso estar bem enganada, mas foi com essa a impressão que eu fiquei. Acompanhamos todo o desenvolvimento e construção do Labirinto, mas nada muito maçante.

Vamos conhecer sobre o passado dos clareanos, principalmente sobre a vida de Thomas. O livro foi escrito pelo ponto de vista dele, então vamos descobrir muitas coisas que o CRUEL fez para colocar em prática seu experimento: o labirinto.

Fiquei bem surpresa com a forma que os integrantes do CRUEL tratavam Thomas e Teresa. Os dois mesmo ajudando no experimento deles, não tinham acesso a todas as informações. E tem mais, Thomas passou vários anos sem ter contato com ninguém além do pessoal do CRUEL. Ele não conhecia ninguém, não tinha amigos só cumpria suas obrigações que eram: fingir ser quem não era, frequentar as aulas, comer, tomar banho, dormir, acordar e começar a sua rotina novamente.

A verdade era que Thomas foi condicionado a viver assim. Sempre que ele demonstrava resistência a alguma ordem, o fato dele ser imune ao Fulgor e o fato dessa doença estar acabando com a raça humana, isso era jogado na sua cara, como se ele fosse culpado por ser imune e as outras pessoas não serem.

Ele se sentia na obrigação de ajudar. Tinha presenciado os efeitos dessa doença, e sabia o quanto ela era terrível. A doença ia levando a pessoa aos poucos á loucura até chegar a completa insanidade. Mesmo assim, ele não tinha completa confiança no CRUEL. Muitas mentiras foram contadas para ele, então como ele poderia confiar naquela instituição que usava crianças em um experimento para ver se por um acaso conseguiam a cura para aquela doença terrível.

Teresa e Thomas se tornam amigos e colegas de trabalho no CRUEL. Mas, o que ele acha muito estranho é que Teresa aceita na maioria das vezes, tranquilamente as ordens que são dadas a ela. Segundo ela, na sua condição de imune, ela tem que se esforçar ao máximo para conseguir finalmente achar a cura, e afirma ainda que Tom (apelido carinhoso que ela da para Thomas) devia pensar da mesma forma.

Só que, até que ponto as informações que o CRUEL havia passado para eles era verdade? Eles podiam confiar neles? Mesmo depois de anos dedicados àquela instituição, Thomas não se sentia parte dela, e sim, sentia raiva, por tudo o que já tinha passado, e sabia que fugir, não seria a solução.

Vamos lidar com muitas reviravoltas nesse livro, segredos serão revelados, mentiras e mais mentiras serão contas. Até que ponto o CRUEL foi capaz de ir para conseguir por em prática seu experimento?

Como eu disse, depois que terminei esse livro, meu ponto de vista sobre a história TODA mudou e fiquei com muita vontade de reler tudo. As lacunas que estavam em aberto foram preenchidas e com sucesso. Uma pena esse ser o último livro de Maze Runner. Por mim, o autor podia continuar escrevendo e eu continuaria lendo com o maior prazer. Pense com carinho, James Dashner!


Para quem estava à procura de respostas, esse livro encerra perfeitamente a história. E, guardem isso: “CRUEL é bom”.
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