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Resenha - Os Doze - Trilogia A Passagem #2


Título: Os Doze

Autor: Justin Cronin

Editora: Arqueiro

Ano de publicação: 2013

Páginas: 592

ISBN: 9788580411065

Nota: 04/05



Excelente assim como o seu antecessor

O primeiro livro da trilogia, A Passagem, foi um dos melhores livros que já li até aqui, fiz um intervalo de pouco mais de um ano para ler Os Doze, segundo livro da trilogia.
Os Doze é dividido em duas fases: o Ano Zero, que narra os acontecimentos assim que o vírus se dissimulou sobre a população norte-americana; e a segunda fase é no ano de 97 D.V., ou seja, cinco anos após a queda da Primeira Colônia.

No Ano Zero, somos apresentados a novos personagens, como Bernard Kittridge, um ex-fuzileiro que quando a praga se espalhou por Denver ele não fugiu como os demais e ficou conhecido como “A Última Resistência em Denver”. Porém, quando a energia elétrica do seu abrigo acabou, decidiu que era hora de partir. April é uma adolescente que está sem notícias dos pais há bastante tempo, em meio ao cenário de destruição, ficou responsável por cuidar do seu irmão caçula, Tim. A salvação dos dois está em Danny, o motorista de ônibus escolar que dirige pelo bairro com seu ônibus amarelo até buzinar em frente à casa de April. E mais adiante encontrariam Kittridge, que precisou abandonar o seu veículo com problemas e sem combustível para se juntar aos três dentro do ônibus em busca de segurança.

Ainda no Ano Zero, conhecemos Lawrence Grey, fichado como criminoso sexual, sobrevivente do Projeto Noé, que durante sua caminhada encontra Lila, uma médica que está grávida, mas nem um pouco preocupada com o caos que invadiu Denver, sua maior preocupação está direcionada para a sua gravidez e para a cor do quarto do bebê, uma mulher atordoada, literalmente.

O último e não mais importante, o subdiretor Horace Guilder, que era atualizado a todo o momento sobre a situação do vírus que se espalhava pelas cidades do Colorado e atingindo outros estados. Sua maior preocupação naquele momento era a menina, a tal de Amy, a única esperança para parar aquele caos todo.

“Um número muito grande dos ‘e se’ não passa de um modo de manter a pessoa acordada à noite, e não existe muito sono decente por aí.”

Saindo do Ano Zero, vamos para 97 D.V. Cinco anos após os acontecimentos do último livro, muita coisa mudou para os sobreviventes da Primeira Colônia, Michael virou petroleiro, Peter virou tenente, Alicia vaga muitas vezes sozinha e em seu maior tempo a noite, Lucius Greer vive em uma cadeia, e Amy, a garota de lugar nenhum ainda jovial vive com outras irmãs em um orfanato, mas ainda assim é a nossa conhecida Amy.


Fiquei impressionado como Cronin conseguiu juntar as duas fases durante o livro, como as histórias de cada personagem se junta com o propósito final que ainda é acabar com a corja de virais. O livro no começo pode se tornar um pouco confuso, principalmente se você fez um intervalo muito longo entre os dois livros.

No mesmo tempo que Os Doze responde algumas questões que ficaram pendentes em A Passagem, ele nos deixa com novas dúvidas e expectativa para o último livro da trilogia, Cidade dos Espelhos que foi lançado recentemente.
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