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RESENHA - HELLRAISER: RENASCIDO DO INFERNO



Título: Hellraiser: Renascido do Inferno 
                                           
Autor: Clive Barker
                              
Editora: DarkSide

Ano de publicação: 2015

Páginas: 160

ISBN: 9788566636697

Nota: 05/05




Tudo fadiga com o tempo e começa a buscar alguma oposição para salvar-se de si próprio”.

Um clássico do terror impossível de não ler de uma só vez, sem largar por nada.

A história inicia-se em com Frank, um jovem insaciável que já provou os prazeres carnais de todas as formas possíveis e agora está em busca de novos horizontes.
 Como Frank sempre foi um viajante acabou ouvindo muitas histórias e uma delas chamou sua atenção, pois a lenda dizia que existia uma caixa perdida que escondia o segredo dos maiores prazeres já conhecidos pelo homem. Com a caixa em seu poder ele seguiu o ritual à risca para abri-la.
Após muitas tentativas ele finalmente conseguiu e o que surgiu diante de seus olhos não era o que ele esperava. No lugar de várias virgens ávidas em lhe dar prazer Frank conheceu os Cenobitas, demônios enclausurados na caixa que se deliciam com a tortura e degradação humana na sua mais horrenda natureza. Ao afirmar que procurava por prazer, Frank selou seu destino, pois o prazer para os Cenobitas é algo repugnante aos olhos humanos.
Frank sofreu algumas ilusões antes de viver a derradeira tortura do “prazer”, e isso foi apenas o aperitivo, pois quando acordou sentiu na carne e nos ossos o que os Cenobitas prepararam para aquela noite. Sua morte foi inevitável, de uma forma inimaginável.

Passado algum tempo, Rory, irmão de Frank, mudou-se com sua esposa Julia para a casa deixada por sua avó, a mesma casa onde Frank iniciou o ritual da morte. Julia não estava nem um pouco animada com a mudança, mas acabou cedendo às vontades do marido. Para ela era melhor ceder a essas vontades do que ceder a outras vontades conjugais.
Há tempos seu desejo por Rory já havia minguado, ainda mais quando se lembrava de Frank e no dia em que os dois se conheceram e tiveram momentos extraconjugais. O irmão Frank, aquele que tinha vontade de viver com toda sua selvageria poderia estar mais perto do que ela imaginava.
Ao conhecer os cômodos da casa, Julia não gostou do maior quarto, pois sentia que era um cômodo gelado e úmido. Decidiu desde então que não seria ali o quarto de casal mesmo com os protestos de Rory. Entretanto, ela estava prestes a descobrir que foi ali que Frank, seu desejo proibido, havia sucumbido aos prazeres dos Cenobitas.

Alguns dias se passaram até ela sentir uma atração inevitável pelo quarto úmido e toda vez que ela ficava deprimida ia até lá e sentava no chão da escuridão, alheia a tudo.
Em uma dessas idas, Julia deixou seu marido lá embaixo com seus afazeres, até que ele subiu com a mão ensanguentada devido a um corte feito no decorrer de suas atividades. Seu sangue escorria de tal forma que o chão do quarto foi encharcado pelo líquido vermelho e fresco. Sem notar que o quarto absorveu todo o sangue rapidamente, Julia foi ajudar o marido com os curativos e não notou a criatura que emergiu com a força sanguínea de Rory.
Apenas no dia seguinte Julia encontrou a terrível criatura sem pele e ossos à mostra, com as costelas amparando seus órgãos pútridos. Sem reconhecer o monstro à sua frente, Julia sequer aguentava olhar para a aberração até que ele se apresentou como o irmão Frank e explicou que havia morrido e que o sangue de seu irmão o tinha trazido de volta à vida, mas como o sangue regenerou apenas uma parte de seu corpo, ele precisava de mais porções do líquido.
Convencida por seu amante, Julia tornou-se uma mulher insidiosa e atraiu alguns homens para satisfazer a vontade de Frank, porém o processo de regeneração precisava ser feito o quanto antes, pois Frank sabia que os Cenobitas voltariam quando percebessem que ele havia fugido e tornariam sua nova morte ainda mais prazerosa do que foi da primeira vez.

Hellraiser foi um dos primeiros filmes de terror que tenho lembrança de ter assistido e para uma criança dos anos 80/90 foi um choque e tanto. Apenas ao ler o livro é que foi possível ter mais noção do tamanho da ousadia de Clive Barker para aquela época.
O autor consegue detalhar os instintos mais selvagens que se pode imaginar em poucas páginas, ou seja, um ritmo frenético de horror. Para quem não vive sem um thriller de terror essa leitura é essencial.
Os Cenobitas, em minha opinião, foi o ponto máximo de sua criação devido à riqueza de detalhes apesar de sua pouca aparição no livro. Aquela imagem do Pinhead (o Cenobita com alfinetes no rosto) é única e marcante.


A trilha sonora da leitura não tem como ser outra senão o Motorhead. Apesar de não curtir a banda, essa música é o ícone musical do livro, mesmo sendo trilha do terceiro filme da franquia, e não do primeiro.

Assistam ao trailer do primeiro filme:


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