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Resenha: Em algum lugar nas estrelas

Título: Em algum lugar nas estrelas

Autores: Clare Vanderpool

Editora: Darkside Books

Ano de publicação: 2016

Páginas: 288

ISBN: 9788566636833

Nota: 04/05

Confesso que criei muitas expectativas antes de ler esse livro, mas assim que iniciei a leitura a escrita do autor não me conquistou. Demorei muito para conseguir finalizar essa leitura, e mesmo assim, a trancos e barrancos. A história não é chata, acredito que li esse livro no momento errado, e por isso a leitura foi tão lenta.

Vamos conhecer Jack Baker, ele morava no Kansas, até que sua mãe faleceu e seu pai que trabalha na Marinha e está sempre ausente na vida do garoto o leva para morar no Maine. Escola nova, rotina nova, amigos novos, agora Jack teria que tomar conta de si mesmo. Morton Hill é uma escola preparatória só para meninos. Era a  escola mais próxima de onde o pai do Jack trabalhava, e o garoto teve sorte de conseguir vaga para continuar estudando. Antes do pai ir embora o diretor diz que depois da “Regata de verão” Jack seria outro garoto. Ele não sabia exatamente o que aquilo significa, mas não se sentiu intimidado com aquilo.

Até que as aulas começam e ele conhece Early Auden, um garoto diferente de todos os outros, ele só frequentava as aulas que ele achava que eram do interesse dele e se o professor falasse qualquer coisa que Early não concordasse, ele saia da aula e não voltava mais para assistir. Para Jack isso era bem estranho, nunca tinha conhecido um garoto assim.

Durante uma das aulas de educação física, Jack quase se afoga e percebe que as coisas não serão tão fáceis para ele. É então que encontra Early Auden dentro da sala da zeladoria e descobre que na verdade ali era o quarto do garoto.

Early tem um gosto bem peculiar para música, e tem os dias certos para ouvir os cantores que mais gosta:

-E se Mozart é para os domingos, quem você ouve no resto da semana?
-Mozart aos domingos, Louis Armstrong ás segundas, Frank Sinatra ás quartas e Glenn Miller ás sextas a não ser que esteja chovendo. Se chove, é sempre Billie Holiday.
- E terça, quinta e sábado? – perguntei
- São dias sem música. A não ser que esteja chovendo.

Jack fica um pouco assustado com o jeito do garoto principalmente quando se depara com a história maluca que Early inventou para justificar que o número PI não tem fim, assim como alguns especialistas insistem em dizer. O garoto não acredita nessas teorias, e fica nervoso quando tentam convencer ele do contrário.

Jack acaba descobrindo que a tal regata se trata de uma competição de barcos a remo e é surpreendido tendo que remar sozinho um barco antigo em um dia de treino para a tal competição. O teste foi um fracasso e Early decide ajudar o amigo a arrumar o barco e também ensiná-lo a remar. Jack é uma negação e sem a ajuda de Early ele nunca seria capaz remar o barco corretamente nem muito menos sozinho.

Jack acaba deixando Early de lado por puro orgulho, o que não deixa o amigo nada feliz. Além disso, Jack acaba se decepcionando com o pai e então vai atrás do amigo para tentar se desculpar. Ao chegar ao quarto de Early, ele percebe que seu amigo está disposto a seguir em frente com sua loucura de achar o tal PI da história que ele havia inventado.

“Não é vergonha ser o último, desde que não chegue de cabeça baixa e com o rabo entre as pernas”

Early está convencido que PI está na verdade perdido, e que precisa encontra-lo para que tudo voltasse ao normal. Ele acreditava fielmente nisso, tanto que durante o livro, vamos encontrar vários momentos que a história muda para o ponto de vista de PI e suas aventuras. Early acredita que sua jornada atrás de PI é muito importante e vai seguir em frente com Jack ou sem Jack.

Eu não sei se foi essa busca e os vários momentos em que a história fica parada demais que me deixaram entediada. Eu não consegui engrenar na leitura de jeito nenhum. Quando os dois decidem seguir a jornada em busca de PI, eu até criei umas esperanças de que a história ficaria mais interessante para mim, mas não rolou.


É um livro bom, com um trabalho gráfico incrível, uma pena que não tenha me agradado tanto. Mesmo assim, recomendo a leitura, para quem gosta de leituras mais lentas e de histórias que fujam do convencional, “Em algum lugar nas estrelas” é cheio de mistérios que podem ir até além da vida.
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