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RESENHA - SEM RAÍZES #1


Título: Sem raízes #1
                                        
Autor: Chris Howard

Editora: ID

Ano de publicação: 2013

Páginas: 359

ISBN: 9788516089351

Nota: 5/5



Há pelo menos uma coisa boa em um mundo onde tudo é feito de metal e pedras: ele não pode queimar por muito tempo.

Em um mundo onde existe apenas um tipo de alimento e apenas uma empresa capaz de controlar sua produção, Banyan luta para sobreviver até o dia em que descobre que sua sobrevivência não é o único motivo para lutar.


Banyan é um construtor de árvores que herdou o talento de seu pai, com o qual costumava trabalhar junto em criando árvores de metal, sucatas e pneus velhos. Construtor de árvores de metal? Sim, as árvores como as conhecemos não existem mais, ou pelo menos assim eles acreditam.
Após os dias da chamada Escuridão o mundo está desarborizado e sem recursos naturais, apenas um milho geneticamente modificado e produzido pela empresa monopolizadora GenTech consegue ser cultivado nas terras secas que sobraram. Banyan e seu pai vagavam mundo afora em busca de pessoas “ricas” que quisessem ter suas árvores construídas por eles, porém em uma noite comum como outra qualquer Banyan teve seu pai raptado e desde então continua os trabalhos, cada vez mais escassos, sozinho.

Em suas viagens Banyan consegue mais um trabalho, mas não imagina que esse seria o trabalho que mudaria sua vida, pois a partir dali ele descobre que em um lugar chamado de Terra Prometida existem árvores de verdade e que seu pai continua vivo. Desfocado do seu trabalho ele busca por informações de onde seu pai pode estar e se essas árvores realmente são reais, entrando assim na maior aventura que ele pôde imaginar.
Nesse novo trabalho ele conhece Zee, uma garota que possui valiosas informações, porém só as compartilha quando Banyan promete a levar nessa busca pela Terra Prometida, mas os dois se separam sem viverem muitas emoções até então.
Em suas buscas ele acaba conhecendo Alfa, uma pirata casca grossa por quem se apaixona e se junta a ele após raptá-lo com centenas de pessoas. Banyan faz amizade com as piratas devido ao seu trabalho e é solto para realizar mais um trabalho, porém no fim desse trabalho ele descobre o motivo das piratas raptarem tantas pessoas: elas são entregues a um traficante de pessoas ligado a GenTech em troca de não levar elas mesmas.

Quando esse traficante chega à cidade das piratas um confronto sangrento é travado e muitas vidas se perdem ali. Juntos eles prosseguem sua jornada através de desertos onde encontram gatunos do milho e milharais infestados de gafanhotos assassinos vigiados por agentes da GenTech.
No meio da viagem eles são raptados pelos agentes e sem querer encontram o que procuravam, porém sem saber que a Terra Prometida não era nenhum mar de rosas como imaginavam, mas sim outro lugar administrado pela poderosa e temida empresa.
Ali Banyan reencontra velhos conhecidos que na verdade são totais desconhecidos, presencia mortes a sangue frio de inocentes somente para satisfazer planos egoístas da GenTech, e assim resolve que será o libertador dessas pessoas e o novo cultivador de árvores, travando uma batalha, que para muitos, já seria uma batalha perdida.

Narrado em primeira pessoa por Banyan, conhecemos um mundo devastado e sem esperanças de longevidade. Ao contrário de muitas distopias que existem por aí o livro pouco tem de tecnologia e nada tem de robôs com inteligência artificial assassina ou zumbis sedentos.
O escritor soube dar um enredo incrível na história sem precisar utilizar a tecnologia como foco, pelo contrário, utilizou a natureza ou a falta dela para criar um cenário simples e frenético. Em vários momentos fui levado aos terrenos de Mad Max sem que o autor sequer fizesse alguma referência e isso pra mim já foi fantástico.
O grande problema desse livro, que eu descobri depois de muito tempo de tê-lo comprado, é muito triste: a Editora ID fechou suas portas e assim a continuação não chegou no Brasil. A trilogia já foi escrita por completo e agora é torcer para alguma editora adotar esse título com carinho e nos presentear com a continuação porque senão a salvação é importar os outros dois livros da saga.

Para essa história deixo a sonzera do Chimaira.


Livro 02
Livro 03















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