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Resenha: Vá, coloque um vigia


Título: Vá, coloque um vigia

Autor: Harper Lee

Editora: José Olympio

Ano de publicação: 2015

Páginas: 252

ISBN: 9788503012485

Nota: 04/05

Assim que finalizei a leitura do livro “O Sol é para todos”, fiquei sabendo da existência dessa continuação da história. Apesar de achar que o livro não precisava de uma continuação, fiquei interessada em ler, pois achei a escrita da autora maravilhosa, os personagens incríveis, muito bem construídos e acima de tudo, o tema abordado e da forma que foi abordado me deixou bem impressionada.


Portanto, criei expectativas e posso dizer que, me decepcionei.

A obra principal foi tão perfeita para mim, que eu esperava algo maravilhoso nessa continuação, então minha expectativa estava bem alta, e mais uma vez acabei indo com muita sede ao pote, e não encontrei exatamente o que queria.


Jean Louise ou Scout, está agora com 26 anos e mora em Nova York. Ela está voltando para Maycomb para passar alguns dias na casa de seu pai. Já se passaram 20 anos desde os relatos da obra principal.

Muitas coisas mudaram no condado, e muitas coisas não mudaram, como por exemplo, a língua afiada das pessoas que moravam naquela cidade, o preconceito racial e a separação das pessoas de acordo com sua classe social. Isso deixava Scout nervosa e indignada, ela não via diferença de uma pessoa negra e uma pessoa branca, para ela todos eram iguais.

Uma coisa que me incomodou muito nesse livro, foi a falta de maturidade de Scout. Apesar de ela ter 26 anos, e morar sozinha em uma cidade gigantesca como era Nova York, ela agia como se fosse uma adulta com alma e atitudes de criança. Veja bem, ela era grosseira demais com as pessoas, tanto que tinha horas que irritava e muito essa atitude dela.

Ela vivia sonhando e relembrando o seu passado, sua infância, situações típicas que toda adolescente passa. Em vários momentos vamos nos deparar com os relatos da Scout quando era criança/adolescente da época em que estudava. Algo que me deixou bem chateada é que em nenhum momento a autora explica o que a nossa Jean Louise faz da vida. Passei o livro todo esperando que algo do tipo fosse dito, mais nada.

Fora as brigas intermináveis com a tia dela. Eu também não suportava o jeito da tia dela, mas sério, muitas coisas era bem melhor ignorar, principalmente pela idade que ela já tina, era para ter aprendido a ignorar certas coisas e principalmente relevar as coisas que sua tia dizia.

Outra coisa que a autora tentou fazer e que me deixou bem, bem chateada: destruir a imagem de pai maravilhoso que eu tinha de Atticus. Acredito que Scout precisava entender e ver por outra perspectiva que o pai dela não era perfeito, para que dessa forma ela pudesse crescer e deixar de achar que ele sempre estaria certo. Mas, não tenho tanta certeza se essa escolha foi a certa. Pelo menos eu fiquei bem incomodada.

As questões raciais são muito discutidas nessa obra, mas dessa vez de uma forma diferente da que foi na obra principal. Os argumentos e o entendimento de Scout quanto ao assunto são bem diferentes agora, o que vai ocasionar vários conflitos e fazer com que ela se decepcione bastante.

Não gostei tanto desse livro, apesar de ter sido escrito antes do primeiro livro “O Sol é para todos”, porém só foi publicado muito tempo depois, tanto é que poderia conter informações a mais, ter sido mais rico, e melhor explorado. Achei bem superficial algumas explicações, o fechamento da história foi muito rápido, poderia ter mais coisas, mas tudo bem.

Se você leu “O sol é para todos” vale ler sim esse segundo livro, mas com algumas ressalvas, sem muitas expectativas. Assim como eu não gostei, você pode gostar, então, se você já leu ou pretende ler, compartilhe comigo o que acha.

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